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Longa jornada

Redação Divirta-se

14 de dezembro de 2012 | 09h54

A Terra Média de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não é aquela que você conheceu na trilogia ‘O Senhor dos Anéis’. Como a elfa Galadriel afirma na abertura de ‘A Sociedade do Anel’ (2001), ‘o mundo mudou’. No filme que estreia hoje (14), é apresentada – em andamento – essa transformação para um clima mais sinistro.

A volta de Peter Jackson ao universo do escritor inglês J. R. R. Tolkien (1892-1973) envolve dois saltos temporais. Ambientado seis décadas antes da viagem de Frodo, ‘O Hobbit’ é, por isso, muito mais ingênuo do que a trilogia lançada ao longo da década de 2000. Mas, como o longa chega aos cinemas nove anos após o derradeiro ‘O Retorno do Rei’ (2003), tem mais recursos tecnológicos.

O primeiro capítulo da nova trilogia, protagonizada agora por Bilbo (Martin Freeman), mostra o hobbit em companhia do mago Gandalf (Ian McKellen) e de 13 anões rumo à reconquista da Montanha da Solidão. Antiga sede do reino mais rico da Terra Média, os seus habitantes foram expulsos e seus tesouros empossados pelo dragão Smaug. O filme retrata o fim de uma era de paz e as suspeitas sobre a ascensão de Sauron, futuro vilão da Guerra do Anel. As continuações estão previstas para dezembro de 2013 (‘O Hobbit: A Desolação de Smaug’) e para o final de 2014 (‘O Hobbit: Lá e De Volta Outra Vez’).

Sonho de produção de Jackson, o livro de 1937 foi adaptado em uma versão mais ampla, que inclui trechos extraídos dos longos apêndices no final de ‘O Senhor dos Anéis’. Antes de tirar seu megaprojeto do papel, porém, o cineasta encarou um embate jurídico pelos direitos da obra. A demora fez Guillermo del Toro desistir da direção, e Jackson, que seria apenas produtor, assumir as filmagens.

O diretor tenta dar ainda um outro salto no tempo, para o futuro: adotou um formato pouco comum em Hollywood e filmou em 48 quadros por segundo, ao invés dos habituais 24. O ganho de nitidez e aumento de realismo dividiu opiniões nos Estados Unidos a ponto da distribuidora brasileira não exibir para a imprensa a versão imaginada pelo cineasta. Mas não se deixe levar. A experiência pode ser mais imersiva quando vista como Jackson imaginou. Assim como a realidade de Bilbo, o cinema está mudando. Ramon Vitral e Míriam Castro

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