Lição de casa
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Lição de casa

Redação Divirta-se

06 de junho de 2020 | 17h00

Por Murilo Busolin. @murilobusolin nas redes sociais.

‘Eu não consigo respirar’ foi uma das últimas frases proferidas pelo negro George Floyd antes de ser morto por um policial branco durante abordagem em Minnesota, nos EUA. O crime foi filmado e compartilhado nas redes sociais. Protestos contra a violência policial e, principalmente, contra o racismo, se proliferaram então em todos os 50 Estados americanos.

O movimento ganhou proporção mundial e diversos países, incluindo o Brasil (onde casos semelhantes acontecem frequentemente), resolveram intensificar a importância de sermos antirracistas… Mas tudo foi feito pelas redes sociais e através da hashtag com fundo preto #blackouttuesday.

E é isso que me leva ao foco principal da coluna desta semana: aprender o que é o “privilégio branco” do qual tanto se fala e o significado de “Black Lives Matter” (“Vidas Negras Importam”), para transformar essa luta histórica em algo além de um post.

‘I Am Not Your Negro’ foi o documentário mais recomendado nas redes sociais.

Pretos e pretas que fazem parte da minha bolha de redes sociais e de muitas outras indicaram os mais importantes conteúdos multiplataformas para nos enriquecermos. Papel e lápis na mão, a aula vai começar:

A série documental de cinco episódios Guerras do Brasil pode ser encontrada na Netflix e mostra como o nosso País foi moldado por séculos de conflitos armados. Destaque para o episódio As Guerras de Palmares.

I Am Not Your Negro (GlobosatPlay e Google Play Filmes) foi um dos documentários mais citados nas redes sociais. Inspirado no livro Remember this House, do escritor e ativista James Baldwin e com narração de Samuel L. Jackson, o doc aprofunda com realismo as histórias de Martin Luther King, Malcom X e Medgar Evers, amigos de Baldwin e nomes importantes na luta por direitos civis nos Estados Unidos.

Olhos que Condenam (Netflix) conta a história de cinco adolescentes que foram acusados injustamente por um ataque no Central Park, em Nova York. Há um documentário especial sobre a minissérie com a apresentadora Oprah Winfrey na mesma plataforma. Haja estômago.

Nós (NOW) e Corra! (Netflix) são filmes do mesmo diretor. Jordan Peele. Ambos escancaram o privilégio branco e racismo em meio às cenas assustadoras de um clássico filme de terror.

Mais produções como o biográfico Malcom X (Prime Video), o filme Infiltrado na Klan (Google Play Filmes), e as séries Atlanta (Netflix) e Insecure (HBO/HBO GO) foram indicadas em grandes escalas nas mídias sociais.

Indicações estreladas

Três das figuras pretas brasileiras com o maior alcance midiático desse primeiro semestre também separaram um tempinho de suas rotinas para deixarem indicações.

Thelminha também contribuiu para a coluna ‘No Sofá.

Começando pela médica e vencedora da última edição do reality Big Brother Brasil, Thelma Assis: “Indico Rest in Power: the Trayvon Martin Story’(Amazon US), que conta com a produção do Jay-Z. Como expliquei no meu canal no YouTube (bit.ly/telma-indica), a morte do Trayvon deu início ao movimento Black Lives Matter em 2013. Eu assisti e recomendo”.

Outro participante da edição, Alexandre da Silva Santana, o Babu: “Tenho dicas muito boas de filmes, onde você tem protagonismo preto e poesia: o primeiro é A Cor Púrpura (Amazon Prime), um longa maravilhoso com a atriz Whoopi Goldberg”.

Ele indica também Diamante de Sangue (YouTube Premium) e O Último Rei da Escócia (Google Play Filmes/NOW). “Esses três filmes são lindos, não abordam a questão da supremacia branca, mas tem a supremacia de um povo preto protagonizando histórias lindas.”

Babu destacou filmes com protagonismo de pretos.

Já a funkeira Ludmilla sugeriu A 13ª Emenda (Netflix). “É um material audiovisual que fala sobre como esta emenda (dos EUA) perpetua a escravidão, além de comentar sobre o aumento da população carcerária e como mesmo depois de décadas os negros continuam sendo prejudicados por uma sociedade extremamente racista.”

É claro que não consigo listar toda a nossa lição de casa sobre o assunto neste espaço. Mas, que enfim, possamos começar por esta aula.

Ludmilla indicou ‘A 13ª Emenda’, produção da Netflix. Foto: Chico Cerchiaro.

 

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