Jonás Cuarón evoca caçada política em ‘Deserto’
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Jonás Cuarón evoca caçada política em ‘Deserto’

André Carmona

01 de novembro de 2017 | 18h46

Longa é estrelado por Gael García Bernal. Foto: Condor

Faz um calor de quase 50ºC. Sob o sol a pino, um caminhão ocupado por mexicanos, que tentam cruzar ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos, quebra no meio do caminho. A ordem vem pelo rádio. Todos precisam descer, incluindo Moises (Gael García Bernal), que só pensa no filho. Não há comida, só poucas garrafas de água.

Mas a imensidão árida do Deserto não é o único inimigo. Para chegar ao destino final, os imigrantes precisarão de sorte. E muita esperteza.

Em seu novo filme, o diretor mexicano Jonás Cuarón – filho de Alfonso Cuarón, ganhador do Oscar de melhor diretor por ‘Gravidade’, em 2014 – reúne temas espinhosos da atualidade, como a imigração ilegal nos Estados Unidos. O fácil acesso a armas no país vizinho e o racismo completam a tríade do bem construído enredo.

Depois de desembarcar, o grupo de imigrantes, que parte a pé e em condições adversas, topará com um sujeito enigmático e perigoso.

Não se sabe muito sobre Sam (Jeffrey Dean Morgan), exceto o fato de que ele percorre o lugar a bordo de uma caminhonete e na companhia de seu cão. Armado, está à procura de imigrantes e coiotes, e seu instinto é perverso. Sam é uma espécie de guarda informal.

Para se proteger, Moises se apega ao ursinho de pelúcia presenteado pelo filho, que mora nos Estados Unidos. O protagonista foi deportado e quer rever o garoto.

A mescla de thriller, drama e suspense mantém o fôlego até o fim.

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