‘Jackie’, de Pablo Larraín, narra os primeiros dias da primeira-dama após a morte de John F. Kennedy
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‘Jackie’, de Pablo Larraín, narra os primeiros dias da primeira-dama após a morte de John F. Kennedy

André Carmona

02 de fevereiro de 2017 | 18h12

Foto: IMDB/Reprodução

Foto: IMDB/Reprodução

Em 22 de novembro de 1963, durante um comício em Dallas, John F. Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, foi assassinado a tiros. Jacqueline Kennedy acompanhou tudo de perto. A imagem em que junta, com frieza, os restos do cérebro do marido, caído em seu colo, chocou o mundo. Tudo isso apenas três meses depois da perda de um filho recém-nascido.

Foram momentos de luto intenso para a primeira-dama. E, agora, eles estão registrados em Jackie, dirigido pelo chileno Pablo Larraín, que reconta os primeiros dias da viúva após o crime e sua batalha para seguir vivendo.

O filme, de ar solene, se desenrola de modo lento e é basicamente construído em cima de diálogos não cronológicos. O ponto de partida da trama é a entrevista exclusiva que Jackie deu a um repórter.

Paralelamente, surgem outros personagens, como Robert Kennedy, irmão do presidente morto, e um padre local. Ambos a aconselhavam frequentemente, enquanto ela preparava, seguindo um protocolo exaustivo, os detalhes do sepultamento.

Se Jackie era, na época, um ícone da moda, Natalie Portman, atriz que a interpreta no longa, veste literalmente sua figura. Em repetidos closes, evoca cuidadosamente a doçura mórbida da protagonista, por vezes mais preocupada com o legado da família do que com a morte do marido e político. A atuação lhe rendeu uma indicação, merecida, ao Oscar de melhor atriz.

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