Em ‘Ave, César!’, dos Irmãos Coen, a Hollywood dos anos 1950
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Em ‘Ave, César!’, dos Irmãos Coen, a Hollywood dos anos 1950

Rafael Sousa Muniz de Abreu

14 de abril de 2016 | 16h22

 

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

A carreira dos irmãos Joel e Ethan Coen é tão variada quanto consistente. Agraciados por uma série de festivais influentes, do Festival de Cannes ao Oscar, seus longas não têm nem gênero nem conteúdo fixo.
As marcas registradas da dupla, em filmes tão distintos quanto ‘Bravura Indômita’ (2010) e ‘Fargo’ (1996), é o uso da ironia fina, transmitida por bons roteiros e narrativas hollywoodianas, clássicas e elegantes. Ave, César! se encaixa bem nessa filmografia.

Na comédia de época, situada no início dos anos 1950, Josh Brolin é Eddie Mannix – personagem baseado numa figura real, de mesmo nome –, produtor chefe da Capitol Pictures, um estúdio de Hollywood. Enquanto se envolve na produção de vários filmes, ele precisa abafar os escândalos em que os atores se envolvem.

O título da obra dos Coen se refere a um filme produzido pela Capitol, que trataria do embate entre o cristianismo e o Império Romano. No dia da gravação de uma das cenas mais importantes, contudo, um dos protagonistas, Baird Whitlock (George Clooney), é sequestrado. Enquanto o ator não aparece, Mannix tem de lidar com pressões do próprio estúdio e com a imprensa, nesse longa de humor excêntrico.

 

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