‘Geração Y’ é tema de ‘Eu Te Levo’, longa de Marcelo Müller
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‘Geração Y’ é tema de ‘Eu Te Levo’, longa de Marcelo Müller

André Carmona

30 Março 2017 | 19h25

Anderson Di Rizzi interpreta Rogério, um homem de 30 anos que ainda mora com a mãe. Foto: Pandora Filmes

Anderson Di Rizzi interpreta Rogério, um homem de 30 anos que ainda mora com a mãe. Foto: Pandora Filmes

Prestes a completar 30 anos, Rogério – personagem de Anderson Di Rizzi – sente-se pressionado. O pai faleceu há pouco, deixando a loja de materiais hidráulicos, em Jundiaí, no interior de São Paulo, sob sua responsabilidade. Deprimida, a mãe, Marta – interpretada por Rosi Campos –, quer que o filho assuma o negócio. Mas Rogério se recusa.

Vestindo uma camiseta do Ratos de Porão e ouvindo hardcore e punk em alto volume, ele roda de carro pela cidade, subterfúgio para todos os problemas. E, como se todos os obstáculos fossem se dissolver no ar, ele chega à reflexão de que, para ser feliz, precisa seguir um sonho de infância: ser bombeiro.

Eu Te Levo, escrito e dirigido por Marcelo Müller, que faz sua estreia em longas, tem como enredo as dificuldades da chamada ‘Geração Y’ em amadurecer. Os diálogos são curtos. Mas a profundidade do drama é representada na fotografia em preto e branco, que aguça a taciturnidade do sensível protagonista.

Rogério, então, se matricula num curso preparatório para a Polícia Militar em São Paulo, sem o conhecimento da matriarca. Ao saber disso, um amigo de infância, com quem já tivera uma banda punk, pede para o rapaz dar caronas diárias ao seu irmão mais novo, que, supostamente, deveria estudar para o vestibular. Cris (Giovanni Gallo), bem mais novo, também tem seus segredos. Embora distintos. Aqui, surge um conflito de gerações. Um embate entre a convicção e a inércia.

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