Fora de circuito: um roteiro com salas especiais, cinemas de rua e cineclubes em São Paulo
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Fora de circuito: um roteiro com salas especiais, cinemas de rua e cineclubes em São Paulo

Humberto Abdo

01 de agosto de 2019 | 15h00

Foto: Jorge Alaniz

Entre os cinemas de rua, algumas salas já são ‘queridinhas’ dos cinéfilos paulistanos – como Espaço Itaú Augusta, Reserva Cultural, Petra Belas Artes e Cinesala. Mas há vários outros endereços que merecem ser frequentados quando a ideia é ver algo diferente dos ‘blockbusters’. Por isso, selecionamos algumas opções para quem quer, além de ver filmes do circuito comercial, também conferir títulos clássicos, independentes e até exibições temáticas. Humberto Abdo

Foto: Pedro Vannucchi

+ A sala de cinema do IMS tem 145 lugares e já exibiu preciosidades como ‘Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror’ (1922), de Friedrich Wilhelm Murnau, com trilha executada ao vivo. A curadoria contempla lançamentos, sessões comentadas, exibições com diretores e retrospectivas. Na 3ª (6), às 19h30, é projetado o novo ‘No Coração do Mundo’, seguido de debate com os diretores Gabriel Martins e Maurílio Martins. Nos dias 18/8, às 16h, e 29/8, às 20h, tem sessão especial de ‘Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música’ (1970), de Michael Wadleigh. Av. Paulista, 2.424, metrô Paulista, 2842-9120. R$ 8/R$ 30. Inf.: bit.ly/CineIMS

Foto: Sergio Castro/Estadão

+ Com a missão de preservar e divulgar seu acervo de produções audiovisuais brasileiras, a programação da Cinemateca Brasileira destaca a obra de cineastas, produtores e atores – e, sempre que possível, exibe os títulos nos formatos originais. São duas salas, uma com 210 assentos e outra, menos usada, com 104 – além do deck, que recebe exibições ao ar livre em um telão. Neste mês, até 11/8, a mostra ‘Antonio Pitanga – 80 Anos’ traz 14 filmes com o ator brasileiro. Hoje (2), por exemplo, tem ‘Sol sobre a Lama’, às 19h, e ‘A Grande Feira’, às 21h. Lgo. Sen. Raul Cardoso, 207, V. Clementino, 3512-6111. Grátis. Inf.: www.cinemateca.org.br

Foto: Rafael Arbex/Estadão

+ Aberto desde 1979, o CineSesc integra grandes eventos paulistanos, como a Mostra Internacional de Cinema, e, todo fim de ano, realiza a Retrospectiva do Cinema Brasileiro. “A ideia é sempre dar preferência à filmografia nacional”, resume Gilson Packer, gerente-geral do espaço. Um dos exemplos é o documentário ‘Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar’, de Marcelo Gomes, que tem sessões de hoje (2) a domingo (4), às 19h. Uma das novidades, prevista para setembro, é uma mostra dedicada à obra de Stephen King, com 14 filmes. Em uma única sala, o cinema de rua exibe ainda títulos infantis no projeto Cineclubinho – sessão gratuita realizada sempre aos domingos, às 11h. Neste domingo (4), tem a animação francesa ‘Abril e o Mundo Extraordinário’, dirigida por Christian Desmares e Franck Ekinci. E, em 11/8, é a vez de ‘Toy Story 4’, de Josh Cooley. R. Augusta, 2.075, Cerqueira César, 3087-0500. R$ 5/R$ 20. Inf.: bit.ly/Cinesesc

Foto: Cinusp

+ Criado em 1993, na Cidade Universitária, o Cinusp costuma exibir repertórios temáticos. O espaço tem cerca de 100 lugares (foto) e funciona só de segunda a sexta-feira. Ali, a partir de 12/8, a mostra ‘Mostrash: Sangue, Terror e Tripas’ reúne produções de baixo custo e com roteiros, muitas vezes, absurdos – como ‘Rubber, o Pneu Assassino’, de Quentin Dupieux (12/8, 19h). Em 2013, uma segunda sala foi inaugurada na Vila Buarque: o Cinusp Maria Antônia, que, no caso, abre exclusivamente aos fins de semana. Lá, até 11/8, ‘Divina Previdência’ apresenta filmes sobre a realidade dos cidadãos depois da aposentadoria. No sábado (3), às 18h, por exemplo, será exibido o documentário americano ‘Grey Gardens’, de Michael Sucsy. Em ambos, as sessões são sempre gratuitas – basta entrar e escolher sua poltrona. Cinusp Paulo Emílio. R. do Anfiteatro, 181, Colmeia – Favo 4, Cidade Universitária, 3091-3540. Cinusp Maria Antonia. R. Maria Antônia, 294, 3123-5202. Grátis. Inf.: bit.ly/CinUSP

Foto: Museu Lasar Segall

+ Duas sessões diárias – em geral, a partir das 17h – ocupam a tela do Cine Segall, que fica no Museu Lasar Segall. Aberto em 1972, o local chegou a exibir filmes proibidos pela censura durante a ditadura militar e dá atenção especial às produções independentes. “Nos anos 1980, chegava a fazer fila”, relembra Giancarlo Hannud, diretor do espaço. Após uma grande reforma, o cinema foi reaberto em 2018 e, hoje, tem capacidade para cerca de 80 pessoas. Nos fins de semana, a sala recebe ainda a ‘Sessão das 3’, que exibe títulos antigos às 15h. Curiosamente, algumas projeções podem começar mais cedo, dependendo da duração do longa. Em agosto, a programação homenageia o diretor Luchino Visconti – neste sábado (3) e domingo (4), às 14h30, é a vez de ‘Rocco e Seus Irmãos’. R. Berta, 111, V. Mariana, 2159-0400. R$ 10/R$ 20. Inf.: bit.ly/CineSegall

Foto: Heloísa Ballarini/SECOM

+ Inaugurado em 1957, o Cine Olido é uma das salas mais antigas de São Paulo. Após passar por iniciativas privadas, foi assumido pela Prefeitura em 2004, ano em que foi restaurado. Sob nova curadoria, o Centro Cultural Olido, onde fica o cinema, começou a investir, recentemente, em uma programação voltada à música e à cultura urbana – foco que o cinema também deve assumir nos próximos meses. O local tem três sessões diárias e costuma participar de grandes eventos, como a Mostra Internacional de Cinema e o Festival Mix Brasil. E, pela primeira vez, exibe, até dia 14/8, longas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Entre eles, ‘My Name Is Now, Elza Soares’, de Elizabete Martins Campos, hoje (2), às 15h, e ‘Benzinho’, de Gustavo Pizzi, neste domingo (4), às 16h10. Av. São João, 473, Centro, 95640-8564. R$ 4. Inf.: bit.ly/CineOlido

Foto: Jorge Alaniz

+ Aberto há menos de uma semana, o Mad Pad Cinema é uma sala especial instalada dentro do BTNK Art Bar. Com capacidade para até 40 pessoas, o local foi inaugurado com sessão de ‘On The Road’, longa de Walter Salles baseado na obra de Jack Kerouac – e planeja exibir clássicos de diretores como Quentin Tarantino e Martin Scorsese. Além da projeção digital, a sala conta com projetor restaurado de película 16 mm, dos anos 1950, que poderá ser usado em exibições especiais. As sessões são definidas de última hora – a ideia é acompanhar a programação pela página oficial da casa (bit.ly/MadPadCinema) ou decidir ver o filme enquanto estiver aproveitando a noite (5ª, 18h/ 0h; 6ª e dom., 18h/1h; sáb., 19h/3h). Aos sábados, a entrada do bar custa R$ 15 e dá direito à sessão; nos demais dias, é gratuita. R. Tobias Barreto, 779, Mooca, 2601-4110.

CINECLUBES

+ Na cafeteria BBC Ciclo Café, ocorrem dois encontros mensais, sempre na primeira e na terceira quarta-feira do mês. No 2º andar do local, são exibidos nos dois encontros, respectivamente, uma homenagem a um diretor e uma produção de temática ambiental. Após a sessão, sempre às 18h, o público participa de um debate sobre o título do dia. Nesta 4ª (7), tem ‘2046 – Os Segredos do Amor’, do chinês Wong Kar-Wai. R. Vergueiro, 2.757, V. Mariana, 5082-4978. Grátis. Inf.: bit.ly/BBCciclocafe

+ Aberto ao público, o cineclube do projeto Marieta comporta cerca de 50 pessoas em uma sala cheia de pufes, sofás e cadeiras. As sessões ocorrem quase toda terça-feira e destacam filmes nacionais contemporâneos. O local também costuma participar de mostras temáticas, como a 3ª Mostra Zootropio – que exibe, nesta 3ª (6), às 19h30, ‘A Cidade dos Piratas’, de Otto Guerra. Rodas de conversa são organizadas após as projeções. R. D. Maria Paula, 96, ap. 2, Centro. Grátis. Inf.: bit.ly/CineMarieta

+ Na Galeria Metrópole, a livraria, biblioteca e centro cultural Tapera Taperá, aberta desde 2016, recebe cursos, lançamentos de livros e exibições de filmes (seguidas de debate) com espaço para cerca de 50 pessoas. Títulos clássicos, longas independentes e documentários costumam fazer parte dos encontros, que ocorrem pelo menos uma vez por mês. A próxima data será divulgada na página oficial do local (bit.ly/TaperaT). Av. São Luís, 187, lj. 29, 2º andar, Centro, 3151-3797. Grátis.

O QUE VEM POR AÍ

+ A data de reabertura do Cine Bijou, cinema de rua que funcionou na Praça Roosevelt até os anos 1990, ainda é incerta. O local está sendo recuperado pela companhia teatral Os Satyros e, atualmente, conta com uma campanha de financiamento coletivo (bit.ly/bijoucine). Se tudo der certo, será aberto entre setembro e outubro deste ano, com programação voltada a filmes de arte e produções independentes.

+ Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2020, o Arcade Omelete promete ser um grande ponto de encontro para fãs da cultura pop. O projeto deve ocupar o prédio do antigo Cine Ipiranga e terá duas salas. A principal, com cerca de 100 computadores para games e um telão, exibirá as disputas. Na sala 2, a programação será composta por maratonas de séries e clássicos do cinema.

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