Está no papo: Ana Carolina fala de ‘Fogueira em Alto Mar’, show que apresenta em São Paulo
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Está no papo: Ana Carolina fala de ‘Fogueira em Alto Mar’, show que apresenta em São Paulo

Redação Divirta-se

28 de novembro de 2019 | 12h00

Danilo Casaletti (especial para o Estado)

Foto: Pedro Dimitrow

A cantora e compositora Ana Carolina volta à cidade com a turnê ‘Fogueira em Alto Mar’, em que canta novas músicas, como ‘Canção Antiga’ e ‘Não Tem no Mapa’, além de sucessos de carreira e inéditas em sua voz.  Em entrevista ao Divirta-se, ela falou sobre o show e os planos para o próximo ano.

Você lançou as canções de ‘Fogueira em Alto Mar’ em etapas – que, por fim, deram origem ao álbum. Qual o balanço dessa experiência?
Esse tipo de lançamento fracionado, EP a EP, acompanha bem os novos tempos, em que as pessoas estão sempre buscando novidade. Poder estender o lançamento, deixar um tempo maior entre os EPs, faz com que o público seja sempre surpreendido com algo novo.

Esse projeto veio depois de um hiato de seis anos sem lançar novas composições. Foi uma parada planejada?
Não foi planejada propriamente, mas reforça algo que acredito. Para mim, esses hiatos e o silêncio são fundamentais para um artista criar novos projetos, para surgir novas notas. Essa pausa foi importante para que eu conseguisse chegar a um projeto maduro de inéditas.

Mas não parei de produzir. Em 2015, trabalhei com o DJ Mikael Mutti, na turnê ‘Solo’. Foi nesse show que cantei, por exemplo, ‘O Que é Que Há’, que está nesse novo disco. A música foi uma indicação de um amigo, o Rodrigo Faour, um grande pesquisador e autor de diversos livros sobre música brasileira.

Em 2016, lancei o livro ‘Ruído Branco’, pela Editora Record, no Brasil e em Portugal e fiz uma turnê de mesmo nome com o músico Thiago Anthony. Em 2017 e parte de 2018, viajei com a turnê ‘Grandes Sucessos’. E foi justamente em 2018 que comecei e concluí a composição, produção e gravação desse álbum que saiu este ano.

O show traz alguns de seus sucessos. Como fez essa seleção?
Foi um trabalho criterioso, mas que tive o prazer de dividir com o Marcus Preto, que assina o roteiro musical da turnê. As mais pedidas pelo público estarão lá, como ‘Quem de Nós Dois’, ‘É Isso Aí…’ e ‘Rosas’. Incluímos também músicas minhas que nunca havia cantado ao vivo e versões de canções de grandes artistas que admiro.

Músicas como ‘1296 mulheres’ e ‘Namoradinha de Um Amigo Meu’ aparecem no roteiro como forma de protesto?
Não efetivamente um protesto, mas costumo dizer que meus posicionamentos sobre os mais diversos assuntos da vida surgem naturalmente na minha obra e no palco. Então, eu canto o que acredito e fico feliz se de alguma forma possa servir também para tocar as pessoas.

Você termina o show com ‘Brasil’, de Cazuza. Qual a importância dessa canção estar no roteiro no atual momento?
Como disse anteriormente, é natural que meus posicionamentos surjam no palco. Nesse caso específico, escolhi recentemente não falar sobre política. Só tenho dito e repetido que o País anda muito careta e essa música segue mais atual do que nunca.

Você planeja lançar um novo livro?
Adoraria, pois a experiência de ‘Ruído Branco’ foi maravilhosa, mas ainda não. Estou totalmente entregue à turnê ‘Fogueira em Alto Mar’, que tem viajado o Brasil. E estou muito feliz em voltar a São Paulo depois de duas datas lotadas em junho. A resposta do público paulistano é sempre muito especial pra mim. A turnê viaja mais um pouco pelo Brasil e, depois, faremos shows em Portugal e nos Estados Unidos. Até meio do ano que vem, terei uma agenda bem lotada.

ONDE: Tom Brasil(1.800 lug.). R. Bragança Paulista, 1.281,
Chácara S. Antônio, 4003-1212.
QUANDO: Sáb. (30), 22h; dom. (1º), 20h.
QUANTO: R$ 119/R$ 309. Cc.: todos. Cd.: todos.

Tudo o que sabemos sobre:

músicashowana carolina

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: