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Errar pode até ser humano, mas não vamos abusar

Redação Divirta-se

26 de fevereiro de 2021 | 05h00

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia  

Mordi feio a língua nesse último final de semana. Não literalmente. Apenas fiz algo que costumo condenar veementemente nesta coluna. Afinal, errar é humano. Ao levantar da mesa de um bar para ir ao banheiro, me esqueci de colocar a máscara – eram poucos passos até a porta, mas não importa, eu estava errada. Foi deslize mesmo, um lapso de volta aos tempos de normalidade. No caminho, a atendente me parou e falou de forma autoritária, “por favor, moça, coloque a máscara”.

Meu cérebro entrou em parafuso, fiquei paralisada – que vergonha, que vexame, agora eu tenho de voltar até a mesa para pegar, vai todo mundo me olhar sem máscara (no melhor estilo quando sonhamos que entramos em algum lugar sem roupa). Besteiras da minha cabeça acelerada. É só pegar lá a máscara e acabou.

Enfim, vamos tentar ao máximo não fazer isso, mas quem não passou por uma situação dessa ainda vai passar…

A intenção aqui não é passar pano para mim mesma. A situação levantou outra questão. Minha amiga que presenciou a situação disparou: “Que grossa que ela foi com você, que coisa chata. Você claramente estava indo ao banheiro, que era logo ao lado”. Não, não, meu bem. Ela está corretíssima, fazendo o trabalho dela. Bem, na verdade, esse nem é o trabalho dela. Ela está lá para anotar pedidos, levar os clientes à mesa… não ficar patrulhando os clientes. E tenho certeza que deve ser mais chato para ela ter que alertar cada cliente distraído, ou às vezes apenas rebeldes e insolentes (isso é o mais triste), do que para nós que levamos a “bronca”, mais que justa. A questão toda é que a responsabilidade de nos manter seguros – e, atenção, aos outros – é nossa mesmo.

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