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‘Em Três Atos’ se inspira em escritos de Simone de Beauvoir

Redação Divirta-se

10 de dezembro de 2015 | 16h15

Em Três Atos é uma reflexão da diretora Lúcia Murat em torno da velhice e da finitude. Uma meditação cinematográfica que se estrutura em palavras e em gestos. Quer dizer, em falas e movimento. No caso, os textos são excertos de escritos de Simone de Beauvoir (1908-1986).

Andréa Beltrão e Nathalia Timberg assumem o papel da filósofa em fases diferentes da vida. Essas falas são entremeadas por corpos que se expõem em movimento, das bailarinas Angel Vianna, de 85 anos, e Maria Alice Poppe, uma jovem no auge da forma.

Poema sobre o envelhecimento, ‘Em 3 Atos’ nada tem de mórbido ou depressivo. Toma como natural o ciclo da vida e nos faz sentir algo como a poética da finitude. Não propõe a religião como refúgio, mas apenas a consciência do inevitável como lenitivo. É doce, mas triste. Ou vice-versa.

Luiz Zanin Oricchio 

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