Em ‘Toni Erdmann’, a diretora Maren Ade explora as relações interpessoais na pós-modernidade
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Em ‘Toni Erdmann’, a diretora Maren Ade explora as relações interpessoais na pós-modernidade

André Carmona

09 de fevereiro de 2017 | 18h43

Foto: IMDB/Reprodução

Foto: IMDB/Reprodução

Num passado recente, a globalização já foi assunto de dimensões quase exotéricas. Hoje, alguns resultados do processo podem ser percebidos no cotidiano: a velocidade das novas tecnologias; o encurtamento de distâncias; a abundância de informações; e a interdependência do mundo.

Mas nem todos os impactos se mostram positivos, como a sensação de falta de tempo e o afastamento gradual entre as pessoas, que se comunicam mais virtualmente.

De maneira sensível e com humor refinado, a diretora alemã Maren Ade aborda tais temas em Toni Erdmann, que concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro e estreia nos cinemas esta semana.

A trama narra a fria relação entre Winfried (Peter Simonischek), um professor de artes sempre disposto a usar uma dentadura falsa para interpretar personagens cômicos, e sua filha Ines (Sandra Hüller). Ela é uma executiva, viciada em trabalho, que lidera processos de terceirização de mão de obra em países do leste europeu.

Morando em Bucareste, na Romênia, Ines nunca tem tempo para o pai, que vive na Alemanha e nota, com pesar, o distanciamento entre os dois. Até que Winfried resolve visitar Ines. E é aí que a história ganha contornos interessantes.

Sem conseguir se aproximar da filha, ele lança mão de um alter ego, Toni Erdmann, um caricato empresário. Ao se infiltrar na vida laboral dela, ele provoca uma reviravolta, com a intenção de reconectar laços.

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