Em seu novo longa como diretor, George Clooney aborda o racismo nos Estados Unidos
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Em seu novo longa como diretor, George Clooney aborda o racismo nos Estados Unidos

André Carmona

20 Dezembro 2017 | 19h28

Foto: Hilary Gayle

Quando o assunto é política, George Clooney não se esconde. O ator e diretor hollywoodiano foi exemplo de resistência à Guerra do Iraque, em 2003. Cinco anos depois, apoiou a candidatura de Obama à presidência dos Estados Unidos, posição repetida em favor de Hillary Clinton nas eleições de 2016.

Em um momento de hipersensibilidade política estadunidense – após um ano de governo, no mínimo, atrapalhado de Donald Trump –, Clooney mostra que não teme nenhuma polêmica.

Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso, seu novo longa como diretor, ataca, com ácida ironia, o estilo de vida americano. É num bairro de subúrbio, com amplas e padronizadas casas, nos anos 1950, que a história do filme é ambientada.

O lugar fica em polvorosa quando uma família negra se muda para lá. A comunidade branca os rejeita. E protestos contra a presença dos Mayers ali tornam-se corriqueiros.

Paralelamente, em meio à confusão, a casa dos Lodge, liderada por Gardner (Matt Damon), é invadida, resultando numa tragédia.

O que parecia ser algo isolado, porém, acaba se desenrolando em uma sequência meio absurda de assassinatos e tramoias – tudo à sombra dos acontecimentos que envolvem a família negra.

Recheado de humor negro, o longa não perde de vista a discussão sobre o racismo na sociedade americana. Ponto para George Clooney.

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