Em plena praça pública
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Em plena praça pública

Redação Divirta-se

29 de outubro de 2020 | 16h29

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia    

Agora que eu lacro de vez a minha fama de rabugenta. Mas vamos lá: parem de achar que só porque a rua é pública – e o local mais conveniente, arejado e seguro para se encontrar atualmente – você pode fazer o que bem entender nela. Explico.

Já estava com essa birra há algum tempo, mas guardava para mim mesma sabendo que meu limite não é lá muito extenso, digamos assim. Mas ontem ouvi uma história que me deu o sinal verde para seguir adiante com tal indignação. Preparem-se.

Um casal organizou um chá de bebê em uma praça. Legal, gostoso, entendo que é difícil não celebrar este momento. Só que não foi uma festinha íntima ou um piquenique despretensioso. Os “convidados” foram chamados para passar de carro e acenar para o casal.

Mas ninguém simplesmente só passava, todos buzinavam a cada volta. E, conforme relatado, o buzinaço comemorativo durou algumas horas. Isso foi num sábado, na paz do descanso dos moradores da região.

Não é ser ranzinza, mas falta noção, não?

Sem contar as inúmeras reuniões no meio da tarde, no meio da semana – ou seja, horário de trabalho –, que foram invadidas pela letra de Evidências cantada no pior dos timbres, vindas de carros de som fazendo homenagens aos amados. “Vitória, você é mulher da minha vida.” Conta pra ela então, a equipe toda do caderno Na Quarentena não precisa saber.

Sei que estou mexendo com o mais delicado dos assuntos, amor e afeto em tempos de isolamento tão complexos (eu avisei que iria esticar a corda). Mas faço isso porque, pelo jeito, vamos continuar em casa ainda por um bom tempo, e não é porque é seu aniversário que vale tudo – muito menos que eu tenha que participar.

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