Em ‘Norman: Confie em Mim’, Joseph Cedar trata das relações de poder no cenário político
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Em ‘Norman: Confie em Mim’, Joseph Cedar trata das relações de poder no cenário político

André Carmona

04 Maio 2017 | 17h53

Foto: California Filmes

É difícil enquadrar os filmes de Joseph Cedar em um único gênero. O diretor israelense vem mostrando facilidade em subverter classificações. Foi assim com os longas ‘Beaufort’ – um filme de guerra que, de repente, ganha ares de drama – e ‘Nota de Rodapé’ – uma comédia com toques de suspense –, ambos lançados em 2012.

Outra característica do diretor é o modo como aborda a cultura israelense e o judaísmo. Sem afetação, analisa temas como a moral religiosa e a relação com o dinheiro.

Todos esses ingredientes estão inseridos na narrativa de Norman: Confie em Mim, primeiro longa de Cedar em inglês, que chega às salas paulistanas esta semana.

Na trama, uma mescla de drama e comédia, Richard Gere dá vida a Norman Oppenheimer: um homem misterioso, parte da comunidade judaica de Nova York, que ganha a vida como uma espécie de lobista. Apesar de não ter muito o que oferecer, o personagem está sempre interessado em fazer contatos para futuras negociações, que raramente vingam.

Isso até conhecer um ambicioso político de Israel. Como sempre, Norman se aproxima com agrados e ganha a amizade do homem. Quando este torna-se primeiro-ministro do país, o protagonista se
vê em ascensão.

Mas a curiosa relação entre os dois, bem como a nada discreta atuação de Norman, acaba chamando a atenção de uma investigadora, que não medirá esforços para entender os jogos de poder.

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