Em ‘Mistress America’ a vida aos trinta e poucos anos
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Em ‘Mistress America’ a vida aos trinta e poucos anos

Rafael Sousa Muniz de Abreu

19 de novembro de 2015 | 16h16

 

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Ao que parece, Noah Baumbach quer dar voz a cada etapa da vida do americano de classe média. Um ano após apresentar o casal de meia-idade de ‘Enquanto Somos Jovens’ (2014) e três após a jovialidade de ‘Frances Ha’ (2012), é a vez da comédia Mistress America. Ambientado em Nova York – como os dois outros filmes –, o longa se volta para uma fase da vida que não está nem lá nem cá, observada pela protagonista Tracy (Lola Kirke), uma jovem de apenas 18 anos.

A garota é uma nova estudante de literatura na faculdade de Barnard, intimidada pelo ambiente competitivo e ainda insegura quanto às relações que vêm com a universidade. É lá que descobre não ser tão especial quanto acreditava – acaba reprovada ao tentar ingressar em uma sociedade literária seleta.
É nesse momento de pouca confiança que conhece Brooke (Greta Gerwig), filha do futuro noivo de sua mãe. Aos trinta e poucos anos, leva uma vida sem muitos planos e cheia de excentricidades – de namoros esdrúxulos a negócios cambaleantes – o que acaba inspirando Tracy não só em questão de vida, mas de literatura. O longa é justamente sobre a amizade das duas, que se estreita e se complica.

Apesar de um tema rico, Baumbach perde a mão no pastelão. ‘Enquanto Somos Jovens’ já trocava a melancolia de ‘Frances Ha’ por um humor caricato; esse aspecto só diminui os méritos de ‘Mistress America’, que termina mais bobo do que divertido.

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