Em ‘Memórias Secretas’, de Atom Egoyan, traumas da Segunda Guerra
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Em ‘Memórias Secretas’, de Atom Egoyan, traumas da Segunda Guerra

Rafael Sousa Muniz de Abreu

12 de maio de 2016 | 16h04

Foto: Divulgação.

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Em seu último longa, o suspense ‘À Procura’ (2014), o canadense Atom Egoyan desorientava o espectador com uma narrativa embaralhada e não linear. Desta vez, em Memórias Secretas,
é o protagonista que se sente o tempo inteiro desorientado, mas determinado a cumprir uma espécie de missão moral.

Trata-se de Zev Guttman (Christopher Plummer), um idoso alemão que acorda com a memória defasada numa casa de repouso. Redescobre, logo depois de despertar, que sua mulher morreu de câncer há poucas semanas.

Max (Martin Landau), hospedado na mesma instituição, o ajuda com a senilidade, que o deixa confuso e desnorteado. A amizade dos dois é especial: ambos foram prisioneiros em Auschwitz, campo de concentração nazista, durante a Segunda Guerra, e tramam uma vingança juntos – Zev é instruído a fugir da casa e caçar o nazista que matou as famílias dos dois. Faz isso com a ajuda de uma carta de Max, que o lembra do plano e o encaminha para seu alvo quando perde a memória.

Entre um drama e um suspense, o longa traz ótimas atuações. O suspense, no entanto, se baseia, por vezes, num clima clichê, que manipula o espectador sem sutilezas.

 

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