Em ‘Argentina’, Carlos Saura vai além do tango e explora a diversidade de ritmos do país
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Em ‘Argentina’, Carlos Saura vai além do tango e explora a diversidade de ritmos do país

André Carmona

06 Abril 2017 | 14h25

'Argentina': um documentário musical sobre nossos vizinhos. Foto: Imovision

‘Argentina’: um documentário musical sobre a cultura popular de nossos vizinhos, dirigido por um espanhol. Foto: Imovision

O tango é, sem dúvida, o gênero argentino mais conhecido em todo o mundo. Com compasso marcante, contrastando dança sensual e letras tristes, remete à vida boêmia de Buenos Aires. Não à toa, a capital portenha e o tango tornaram-se praticamente sinônimos.

Mas a música argentina vai além das margens do Rio da Prata. E Carlos Saura – um dos mais importantes cineastas da Espanha, ao lado de nomes como Pedro Almodóvar – sabe bem disso.
Em seu mais novo filme, Argentina, ele se inspira no vento ‘Zonda’, que sopra com frequência no noroeste do país (e que, inclusive, é o título original do filme). Assim, faz uma viagem de imersão na cultura popular dessa região. E o resultado é de encher os olhos.

O documentário tem fórmula simples: em um estúdio, sem muitos adornos, Saura juntou ótimos músicos e dançarinos da companhia Ballet Nuevo Arte de Koki & Pajarín Saavedra. Intercalando interpretações tradicionais e modernas, ele apresenta ritmos originários de Salta, como ‘la zamba’; de Santiago del Estero, a exemplo de ‘la chacarera’; e também da região pampeana, como o ‘malambo’; entre muitos outros. A sensação é de estar numa sala de aula.

O diretor ressalta, com movimentos e sons, a importância da cultura indígena na construção da identidade argentina. Ganham honrosas menções artistas como Mercedes Sosa e Atahualpa Yupanqui – símbolos máximos do folclore do país.

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