Drive-ins: vamos falar sobre eles

Redação Divirta-se

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RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Outro dia, minha amiga que mora comigo me perguntou se eu não animava ir num cinema drive-in no final de semana. Eu preguiçosa e caseira que sou, já logo criei uma desculpa na minha cabeça e que saiu em segundos da minha boca: “Putz, acho legal, mas sei lá, acho que me sentiria presa, enfurnada num carro durante duas ou sei lá quantas horas”.

Precisa que é ela, logo me respondeu com um “mas ir no cinema é praticamente a mesma coisa”. Ponto pra ela. Tive que admitir a preguiça e adicionei a questão do preço. Ela, que me conhece bem, pescou a justificativa esfarrapada e mudou de assunto.

Comecei a pensar sobre a minha desculpa: ela de fato não fazia sentido, principalmente porque eu gosto de ir ao cinema, na maioria das vezes sozinha, inclusive. Fui tentar encontrar um sentido além da minha preguiça (não gosto de admitir que sou caseira, me vendo por aí como animada, mas é mentira). E cheguei à conclusão que sei que muitos vão concordar: cinema é cinema, ponto! Aquele programa que você sabe bem como vai começar e vai acabar, que delícia, está incorporado em nós. Agora, drive-in?

Sinceramente, é legal porque é novidade e dá oportunidade para um programa “diferente” no fim de uma semana eterna de quarentena, mas só. Não há desculpas, é fato que assistir ao filme em casa é mais confortável – sofá, pipoca quentinha, com a quantidade de manteiga que eu bem entender, aliás, nela toda. E mais, cinema tem a questão do filme inédito, que todos querem ver antes, enquanto no drive-in a maioria esmagadora dos filmes já está no streaming. Quando lançarem um filme inédito no drive-in, talvez você me convença a ir. Enquanto isso, fico com meu sofá.

Eu vou dormir tranquila com relação a isso. Posso estar errada – dessa vez vou abrir questão para debate, me mande email se quiser com seus argumentos (renata.mesquita@estadao.com).

Que venham os programas que eu vou preferir ficar em casa.

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