Divirta-se: bons drinques sem álcool para provar em bares de São Paulo
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Divirta-se: bons drinques sem álcool para provar em bares de São Paulo

Humberto Abdo

11 de julho de 2019 | 15h43

Entre versões de drinques clássicos e criações autorais, vários bares em São Paulo apostam em coquetéis sem álcool – que, de sem graça, não têm nada

‘Virgin Mojito’, do Astor.  Foto: Carla Paraizo

+ As disputadas mesas do Astor recebem, além dos chopes e coquetéis clássicos, uma versão sem álcool do mojito, receita tipicamente cubana. O ‘Virgin Mojito’ (R$ 11; foto acima) é feito com suco de limão taiti, xarope de açúcar, água com gás e hortelã. Outra opção abstêmia é a ‘Ginger Beer’ (R$ 12), cerveja de gengibre preparada no próprio bar, com limão, laranja, mel, xarope de açúcar, cravo, canela e noz-moscada. R. Delfina, 163, V. Madalena, 3815-1364. 12h/2h (dom., 12h/19h; 2ª, 18h/0h; 3ª e 4ª, 18h/2h).

‘Refresco da Casa’, do bar Das.  Foto: Nina Veloso

+ Com sofás, mesas e um pequeno balcão, o bar Das é dedicado às mulheres – proposta que se mantém no cardápio, com uma seleção chamada ‘Coquetel de Mulher’, de receitas criadas por elas. As versões sem álcool não ficam de fora: o ‘Ginger Mula’ (R$ 15), por exemplo, é feito com xarope e refrigerante de gengibre, folhas de hortelã e suco de limão taiti. Outra opção criativa, apesar do nome ‘ingênuo’, é o ‘Refresco da Casa’ (R$ 8; foto acima), bebida que leva chá de hibisco, xarope de gengibre e de pimenta-da-jamaica, suco de limão taiti e água com gás. R. Fortunato, 133, V. Buarque. 19h/0h (fecha dom. e 2ª). Entrada: R$ 15 (mulheres, grátis). Inf.: www.fb.com/das.bar.sp

+ Casa que serve uma das coxinhas mais elogiadas da cidade (R$ 6, cada), o Veloso Bar prepara suas famosas caipirinhas também na versão sem álcool (R$ 15, cada) – substituindo cachaça e vodca por água com gás, soda ou refrigerante H2OH!. Peça a de tangerina com pimenta dedo-de-moça (foto abaixo), uma das mais populares e refrescantes. R. Conceição Veloso, 54, V. Mariana, 5572-0254. 17h30/0h30 (sáb., 12h30/0h30; dom., 16h/22h30; fecha 2ª).

Caipirinha sem álcool, do Veloso.  Foto: Humberto Abdo/Estadão

+ De todos da lista, só o Jazz Restô & Burgers pode se vangloriar de ser totalmente ‘livre de álcool’. Em seu cardápio, a casa lista mais de dez marcas de cervejas não alcoólicas – desde nacionais, como Brahma Zero (R$ 6) e Itaipava (R$ 6), até importadas, como as alemãs Erdinger (R$ 18) e Schneider Weisse TAP 3 (R$ 23). As receitas de seus coquetéis são mais açucaradas, como a do ‘Tea and Passion’ (R$ 14; foto abaixo), com chá mate, leite condensado e maracujá vermelho, servido em uma taça tipo martini. Experimente também o ‘Mojito de Morango’ (R$ 12), feito com morango macerado, folha de hortelã, água com gás, açúcar e gelo. Lgo. Dona Ana Rosa, 33, metrô Ana Rosa, 2369-1453. 11h30/15h e 17h/23h (6ª, 11h30/15h; sáb., 19h/0h; dom., 12h/23h).

‘Tea and Passion’, do Jazz Restô & Burgers.  Foto: Edu Salgado

+ Com cardápio renovado, o badalado Trabuca serve duas criações sem álcool: o ‘Space Love Virgin’ (R$ 25; foto abaixo) é feito com água de coco, suco de limão, purê de framboesa e um leve toque de água com gás. O resultado é um drinque frutado e levemente doce. Já o ‘Apple Spiced Tonic Virgin’ (R$ 25) leva água tônica, purê de maçã com iogurte natural e xarope de especiarias. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1.444, Itaim Bibi, 3044-7060. 18h/2h (3ª, 18h/0h; 4ª, 18h/1h; fecha dom. e 2ª). Entrada: R$ 20/R$ 80.

‘Space Love Virgin’, do Trabuca.  Foto: Giuliano Agnelli

DICAS DE BOM ENTENDEDOR

+ Ingredientes que são comuns em drinques tradicionais, como limão e gengibre, também predominam em várias receitas não alcoólicas. Hoje, é comum eles serem combinados com elementos como xaropes e chás. “Drinques clássicos de 15 anos atrás não têm chás, como o de hibisco, em nenhuma receita”, observa o bartender Laércio Zulu. “É uma opção contemporânea.”

+ As criações sem álcool podem ser originais ou releituras de clássicos. É o caso do Xodó, servido no bar Candeeiro, opção semelhante ao Lynchburg Lemonade, que, originalmente, leva bourbon. “Por ser feito com maçã tostada, até a cor acobreada fica parecida; e o paladar também remete ao sabor cítrico”, explica seu criador, Zulu. “Só não tem o amadeirado, tão marcante no uísque de milho.”

‘Ilha da Folha’, do Candeeiro.  Foto: Humberto Abdo/Estadão

+ Aberto no último Dia de Iemanjá, 2 de fevereiro, o Candeeiro é uma mistura de referências inspiradas em casarões de Paraty e no clima de interior do sul da Bahia – origem de Laércio Zulu, bartender e proprietário da casa. Comida regional brasileira e cachaça são a alma do menu, que, ainda assim, tem três opções sem álcool. Uma das receitas (R$ 18, cada) é a ‘Ilha da Folha’ (foto acima), a favorita de Zulu, feita com chá preto, cozido de abacaxi com embiriba e mel. Já o ‘Meu Sabiá’ é feito a partir de infusão de hibisco com folha de limão kaffir e açúcar demerara, o que lhe confere um sabor cítrico com toque floral. R. Dr. Melo Alves, 205, Cerqueira César, 3086-4774. 12h/16h e 18h/1h (6ª, 18h/2h; sáb., 12h/2h; dom., 12h/0h).

‘Pepino’, do Mica.  Foto: Alberto Rocha

+ Aberto desde 2017 na movimentada Rua Guaicuí, o bar oriental Mica dobrou de tamanho há poucos meses – agora, é composto por um balcão oval e mesas coletivas. Dos coquetéis inspirados em clássicos de países como Vietnã, Tailândia e Japão, o ‘Pepino’ (R$ 8; foto acima) é a versão sem álcool do ‘Zinzi Hai’ – no caso, sai o gim e são mantidos o limão-siciliano, o gengibre e o pepino. Já o ‘Tomate’ (R$ 10), com suco de tomate, wasabi e kimchi, é a opção não etílica inspirada no ‘Momotaro’, feito, originalmente, com vodca ou soju (um destilado coreano). R. Guaicuí, 33, Pinheiros, 3360-2608. 12h/15h e 19h/0h (sáb., 12h/0h; dom., 13h/22h; 2ª, 12h/15h e 19h/23h).

‘Kombucha Fizz’, do Quincho.  Foto: Lucas Terribili

+ No bar vegetariano Quincho, a carta de drinques é assinada pelo bartender Danilo Madeira e conta com quatro receitas sem álcool. Uma delas é a ‘Kombucha Fizz’ (R$ 14; foto acima), feita com shrub de morango, chá de kombucha e água tônica. Para Madeira, é um coquetel “com notas frutadas e acidez, bom para tomar em dias quentes e harmonizar com pratos mais gordurosos”. Já o ‘Orgeat’ (R$ 15) leva leite de amêndoas, açúcar demerara, limão-siciliano e água de flor de laranjeira. “Uma bebida leitosa, mas com sensação de acidez e frescor.” R. Mourato Coelho, 1.140, V. Madalena, 2597-6048. 12h/15h30 e 19h/23h30 (6ª, 12h/15h30 e 19h/0h; sáb., 12h/23h; dom., 12h/17h; fecha 2ª).

‘Alvorada Lá no Morro’, versão sem álcool da caipirinha do Pirajá.  Foto: Lucas Terribili

+ Cheias de personalidade, as caipirinhas do Pirajá, bar de clima carioca, também são servidas sem álcool – substituído por opções como água com gás ou soda (R$ 19, cada). Vale provar a saborosa ‘Alvorada Lá no Morro’ (foto acima), preparada com lichia, amora e folhas de manjericão. Ainda fazem parte do cardápio opções como a ‘Reserva’, de tangerina e gengibre; a ‘Ipanema’, com xarope de capim-santo, caju e limão-cravo; e ‘A Nega É Minha e Ninguém Tasca’, feita com rapadura mineira e limões taiti e siciliano. Av. Brig. Faria Lima, 64, Pinheiros, 3815-6881. 12h/2h (dom., 12h/19h; 2ª a 4ª, 12h/1h).

‘Matchá da Casa’, do Buraco.  Foto: Lívia Wu

+ No Buraco, pequeno bar de entrada discreta e cheio de luzes néon, a ótima gim-tônica divide espaço com três opções sem álcool (R$ 10, cada): a ‘Pink Lemonade’, que leva chá de hibisco com frutas vermelhas, suco de limão, açúcar e água com gás; o ‘Matchá da Casa’ (foto acima), feito com chá, suco de limão, gengibre, açúcar e água com gás; e a ‘Chai Tônica’, preparada com Chai Masala (um tipo de chá indiano), gengibre, suco de limão, açúcar demerara e água tônica. R. Dr. Cesário Mota Junior, 281, V. Buarque, 3223-3321. 19h/1h (fecha dom. a 3ª).

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