Dirigido por Deborah Colker, novo espetáculo do Cirque du Soleil homenageia a cultura brasileira
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Dirigido por Deborah Colker, novo espetáculo do Cirque du Soleil homenageia a cultura brasileira

Júlia Corrêa

17 de abril de 2019 | 21h43

Com direção de Deborah Colker, novo espetáculo do Cirque du Soleil destaca o universo dos insetos e homenageia a cultura brasileira

Quando o Cirque du Soleil anuncia temporada de um novo espetáculo, o público já espera ver uma ‘explosão’ de cores e movimentos impressionantes. Com a chegada de Ovo, produção que estreia esta semana em São Paulo, a expectativa carrega um tempero especial.

Dirigido pela coreógrafa brasileira Deborah Colker (leia entrevista abaixo), o trabalho, que já foi visto por mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo, é fortemente inspirado na diversidade da cultura e da natureza do País.

Foto: Cirque du Soleil

Especializados em diferentes modalidades, da acrobacia ao clown, 50 artistas de 14 países sobem ao palco para apresentar a história de um ecossistema colorido e cheio de vida. São insetos que ficam maravilhados com um ovo misterioso encontrado em seu hábitat – que aparece como uma metáfora para o enigma e os ciclos da vida.

É dali que um ser desajeitado surge para movimentar a comunidade e envolver-se amorosamente com uma joaninha. Isso porque, humanizados em cena, esses animais trabalham, comem, brincam e brigam, sendo capazes, também, de provocar emoções.

Foto: Cirque du Soleil

ENTREVISTA

A diretora do espetáculo, Deborah Colker, conversou com o Divirta-se:

Como é dirigir um trabalho que não é só de dança?

O Cirque du Soleil exige outra dimensão. Tem o desafio de dirigir atores, acrobatas, contorcionistas, malabaristas… São técnicas corporais e de circo muito sofisticadas, com muitos objetos que têm de ser estudados.

Como foi o trabalho corporal para remeter ao universo dos insetos?

É aí que entra a dança, por meio do gesto. Como havia pessoas que não eram da dança, sugeri buscarmos o inseto dentro de cada uma delas. O inseto e o acrobata são muito parecidos, fazem coisas inacreditáveis. Depois, busquei coisas engraçadas, misturando gestos humanos com gestos imaginários de insetos. Brinquei, por exemplo, com eles se espreguiçando, se coçando.

Insetos aparecem frequentemente em fábulas… Há alguma mensagem por trás deste espetáculo, como é comum nesse tipo de literatura?

A gente buscou uma visão mais poética, sem a questão moral. A mensagem é o amor, é aceitar as diferenças.

Como a cultura brasileira é ressaltada?

Onde a gente mais identifica o Brasil é no ritmo, na alegria juvenil. Vejo o Brasil como um país que mistura, tropical, com cores e ritmos incríveis – todo mundo que chega é bem-vindo.

SERVIÇO

120 min. Livre. ONDE: Ginásio do Ibirapuera (5.668 lug.). R. Manoel da Nóbrega, 1.267, Paraíso, 3887-3500. QUANDO: Estreia 6ª (19). 3ª, 4ª, 5ª e 6ª, 21h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h (em datas esporádicas, sessões extras: 4ª, 5ª e 6ª, 17h; sáb., 13h; dom., 14h e 18h). Até 12/5. QUANTO: R$ 260/R$ 580. Vendas pelo site: bit.ly/cirquebr19

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