Dez porções de coxinha que você precisa provar em São Paulo
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Dez porções de coxinha que você precisa provar em São Paulo

Lucineia Nunes

30 de maio de 2019 | 16h15

Pequenas e saborosas, elas marcam presença em cardápios variados. E o Divirta-se provou algumas das melhores coxinhas servidas em bares e lanchonetes da cidade.

Coxinhas do Beco SP (Foto: Luis Vinhão)

BECO SP

+ Uma das melhores coxinhas da cidade é feita na cozinha do Beco SP, um bar informal e com grafite nas paredes, dos mesmos donos da lanchonete Dock Burger (a dupla Cauê Fantone e Renato Fecchio Júnior), em parceria com Carlos Frambach e com o chef Gabriel Mathias, autor da receita. Servidas na tábua sobre molho aioli (à base de alho), elas chegam à mesa sequinhas e com recheio supercremoso. O segredo? Não tem massa. O chef faz um creme denso com bastante frango desfiado, resfria, enrola as coxinhas e empana delicadamente com farinha panko. O preço também é camarada: a porção sai por R$ 20, com oito unidades. R. Serra de Japi, 1.216, V. Gomes Cardim, 3564-5432. 12h/23h30 (3ª e 4ª, 12h/15h e 18h/23h30; fecha 2ª).

Coxinhas do Frangó (Foto: Cassio Piccolo)

FRANGÓ

+ Não dá para pensar em coxinha sem citar um dos ícones na produção do quitute: o veterano Frangó, que nasceu como rotisseria em 1987. Localizado ao lado da igreja de Nossa Senhora do Ó, o bar preserva o clima interiorano, com mesinhas do lado de fora ocupando a calçada larga. Estrela do cardápio, a coxinha é feita seguindo à risca a receita da família Piccolo, há mais de 30 anos. Atualmente, são vendidas, em média, 2 mil coxinhas por dia. Moldadas uma a uma em tamanho médio, têm massa e recheio saborosos, com frango bem temperado e um pouquinho de Catupiry. Depois de empanadas e fritas perfeitamente, as coxinhas chegam à mesa no prato, douradas e com a massa crocante, em porção com cinco (R$ 19) ou dez unidades (R$ 38). Democráticas, elas fazem boa companhia às cervejas da casa – e são muitas as opções na carta. Lgo. da Matriz Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, 3932-4818. 11h/0h (6ª e sáb., 11h/2h; dom., 11h/19h; fecha 2ª).

Coxinha de pastrami do Fôrno (Foto: Rogério Gomes)

FÔRNO

+ Do tipo ‘diferentona’ e (sim!) muito saborosa, a coxinha de pastrami do Fôrno conquista na primeira mordida. Ela, de fato, não se parece muito com uma clássica coxinha de frango – exceto pelo formato e conceito. Mas tem todo o seu valor. Sem massa, leva um pouco de cream cheese no recheio e é servida com molho levemente apimentado, grana padano ralado na hora e cebolinha (R$ 30, com 4 unidades). “Começamos a fazer as coxinhas com as aparas que não usávamos no sanduíche de pastrami. Porém, hoje temos que produzir pastrami só para as coxinhas”, conta Gabriel Prieto, um dos sócios da casa descolada e com cozinha aparente, onde são preparados desde lanches até ótimas pizzas. A receita do quitute é de Filipe Fernandes, responsável pelas cozinhas do Fôrno e do vizinho Holy Burger (R. Dr. Cesário Mota Júnior, 527), dos mesmos donos e onde também são vendidas as boas coxinhas. R. Cunha Horta, 70, Consolação, 2645-9499. 12h/16h e 19h/0h (6ª, até 1h; sáb., 12h/1h; dom., 12h/23h; fecha 2ª).

Coxinha de frango do Original (Foto: Antonio Rodrigues)

ORIGINAL

+ Bem ao estilo dos antigos botecos, o Original faz questão de manter o petisco no cardápio. Tanto que serve outras duas versões de coxinha. Além de frango (R$ 31, 5 unidades), o recheio pode ser de costelinha ou carne moída, inspirado no sanduíche ‘Buraco Quente’. Mas é a tradicional, com massa de mandioquinha e recheio de frango bem temperado, a campeã de pedidos. Ela também é servida de hora em hora no bar Câmara Fria, no andar de cima. R. Graúna, 137, Moema, 5093-9486. 17h/1h (5ª e 6ª, 17h/2h; sáb., 12h/2h; dom., 12h/19h).

Coxinhas do bar Candeeiro (Foto: Roberto Seba)

CANDEEIRO

+ Instalado num simpático sobrado, o Candeeiro se diz um bar com alma brasileira – o que se traduz na decoração, na trilha sonora e no cardápio. Lá, reinam cachaças e drinques elaborados pelo bartender Laércio Zulu, além de pratos típicos, como feijoada, moqueca e, claro, coxinhas. Um pouco maiores que o habitual, são feitas com massa de mandioquinha e recheio de frango caipira, chegam à mesa em trio (R$ 22) e pedem uma boa pimenta. R. Dr. Melo Alves, 205, Cerqueira César, 3086-4774. 11h/16h e 18h/1h (sáb. e dom., 12h/1h).

Coxinha de frango com gorgonzola dolce, da lanchonete Junk’s (Foto: Rubens Kato)

JUNK’S

+ Com apenas seis meses, a Junk’s também deve às coxinhas boa parte do sucesso da casa – que aposta em hambúrgueres e sanduíches, como o de pastrami e o ‘Choripán’, preparados na cozinha à vista, no primeiro piso da lanchonete de ambiente simples. Antes de devorar os lanches, vale se render às coxinhas servidas na tábua. Sequinhas, sem massa e muito cremosas, elas se desmancham na boca. A explicação está no recheio à base de frango bem desfiado, preparado com cream cheese e gorgonzola dolce, que confere ao salgado um sabor peculiar. Para completar, elas vêm sobre molho barbecue. Ou seja, é coxinha com personalidade, para paladar adulto e que dá vontade de comer várias. A porção vem com seis (R$ 18) ou 12 unidades (R$ 30). Para acompanhar, a lanchonete tem carta com drinques clássicos e autorais. R. Sena Madureira, 535, V. Clementino, 5083-4034. 12h/0h (6ª e sáb., 12h/1h).

Coxinhas de cogumelo do Quincho (Foto: Lucas Terribili)

QUINCHO

+ As coxinhas de cogumelo do bar Quincho são uma boa pedida para os vegetarianos matarem a vontade de comer o quitute. Mas elas agradam também aos ‘carnívoros’ e disputam a atenção com outro hit da casa, o ‘Bolovo de Pupunha’. À frente da cozinha (sem nada de carne) desta casa agradável e com muitas plantas, está a chef Mari Sciotti. Suas coxinhas são menores, com tamanho semelhante ao servido em festinhas, e vêm sobre uma saborosa geleia de pimenta e com um tanto de Catupiry à parte. A combinação dá certo e a porção sai por R$ 20 (7 unidades). R. Mourato Coelho, 1.140, V. Madalena, 2597-6048. 12h/15h30 e 19h/0h (sáb., 12h/0h; dom., 10h/16h; fecha 2ª).

Coxinha de rabada e molho de agrião, do 12 Burger and Beer (Foto: Lucinéia Nunes/Estadão)

12 BURGER AND BEER

+ Como sugere o próprio nome, o forte no 12 Burger and Beer são os hambúrgueres e as cervejas – a carta reúne cerca de 40 rótulos de diferentes países, como Bélgica, Alemanha e Estados Unidos. O que também é um convite aos petiscos. Para acompanhar a bebida gelada, o chef Greigor Caisley, antigo sócio da casa, criou a coxinha de rabada, que traz o bom recheio envolvido por uma quantidade de massa na medida. Bem sequinha, vem acompanhada de um potinho com molho de agrião, que dá o toque final. A depender do apetite, é possível pedir a porção com três (R$ 13) ou seis unidades (R$ 21). R. Simão Álvares, 1.018, Pinheiros, 3562-7550. 12h/23h45 (fecha 2ª).

Coxinha de frango caipira do Bar da Dona Onça (Foto: Lucinéia Nunes/Estadão)

BAR DA DONA ONÇA

+ O clima do Centro e o salão antiguinho, aos pés do Edifício Copan, fazem parte do charme do Bar da Dona Onça – alçado a ponto turístico paulistano. Lá, as coxinhas vão à mesa suspensas em um suporte de metal. O destaque é merecido. “Há um funcionário na cozinha só para fazer o petisco; são cerca de 2 mil por semana”, conta a chef Janaína Rueda, que faz questão de usar apenas frango caipira na receita, tanto no recheio soltinho e bem temperado quanto no caldo usado na massa. Até a farinha de rosca é feita com o pão de fermentação natural assado na padaria dos Rueda. “Depois de empanadas, as coxinhas são fritas em óleo de canola trocado diariamente”, diz a chef. O resultado é um salgado delicioso, com proporção perfeita de massa e recheio, servido com fonduta de queijo meia cura à parte (R$ 21, 4 unidades). Av. Ipiranga, 200, cj. 27/29, Centro, 3257-2016. 12h/23h30 (5ª a sáb., 12h/0h30; dom., 12h/17h).

Coxinha do Veloso (Foto: Codo Meletti/Estadão)

VELOSO

+ A coxinha do Veloso é um grande clássico da cidade. O bar com mesas concorridas ficou famoso, aliás, pela dupla coxinha e caipirinha. A receita, criada em 2005, é guardada em segredo. Assim como eles não revelam o volume de produção e venda do salgado. A única certeza é que elas são preparadas diariamente e nunca congeladas. Um dos pontos altos está no equilíbrio entre o frango desfiado e o Catupiry. Graúdas, com massa macia e recheio cremoso e úmido, misturados em perfeita harmonia, as coxinhas são, de longe, o quitute mais vendido (R$ 33, 6 unidades). Elas também foram responsáveis (assim como as caipirinhas) pela ampliação do bar, em 2013, quando passou a ocupar o imóvel ao lado com o Armazém Veloso. Em outra portinha, funciona um balcão de pedidos para quem quiser comprar os quitutes para viagem. R. Conceição Veloso, 54, V. Mariana, 5572-0254. 17h30/0h30 (sáb., 12h30/0h30; dom., 16h/22h30).

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