‘Crônica da Demolição’, de Eduardo Ades, debate a preservação patrimonial no Brasil
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‘Crônica da Demolição’, de Eduardo Ades, debate a preservação patrimonial no Brasil

André Carmona

11 Maio 2017 | 18h43

Palácio Monroe já sediou o Senado Federal, no Rio, mas foi demolido em 1975. Foto: Olinio Coelho.

Projetado por Francisco Aguiar para representar o Brasil na Exposição Universal de Saint Louis, em 1904, o suntuoso Palácio Monroe simbolizou a modernização do País durante a República Velha. Na Era Vargas, o edifício de estilo eclético, localizado no centro do Rio, chegou a abrigar o Senado Federal. Mas a própria ideia de reestruturação que uma vez representou o fez também sucumbir.

Em Crônica da Demolição, o diretor Eduardo Ades investiga os jogos de poder que decretaram a derrubada do antigo monumento em 1975, já na ditadura militar. Entre eles, a força da especulação imobiliária e o desprezo de modernistas, como o arquiteto Lúcio Costa, em relação a estilos arquitetônicos considerados ‘não brasileiros’. Com 20 entrevistados, entre urbanistas e políticos, o documentário abre debate sobre a conservação patrimonial no Brasil.

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