Corra – para longe de mim
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Corra – para longe de mim

Redação Divirta-se

03 de setembro de 2020 | 15h52

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia 

Tenho tentado sair para correr (quase) todos os dias logo cedo pela manhã durante esta quarentena. Lá pelos idos de maio, ia bem cedinho, tipo 6 da manhã mesmo, ainda estava na extrema fobia de cruzar com qualquer ser humano por aí. Nos últimos meses, o frio e a preguiça me consumiram e fui deixando o alarme tocar algumas vezes antes de conseguir levantar da cama.

Desviar de corredores sem máscaras é uma verdadeira corrida de obstáculos. Foto Daniel Teixeira/Estadão

Parte do pânico de conviver com outras criaturas – assumo – já se atenuou. Mas ainda me jogo no meio da rua vez ou outra, quando a calçada é estreita. Só que enfrentar um parque ou pista para se exercitar se tornou uma verdadeira tortura – tipo encarar uma sala de musculação de academia ou condomínio em qualquer dia da vida. Não pela preguiça (isso também, claro). Mas pela falta de bom senso do pessoal que as ocupa.

Se na sala de musculação o querido levanta do aparelho sem passar o paninho com álcool no suor deixado no banco, nas ruas o pessoal desistiu mesmo é de usar máscaras. A inocente corridinha matinal virou um desafio de pista de obstáculos. É um desvia pra lá, desvia pra cá, pula pra rua, se joga no meio das árvores, muda de calçada… tudo para passar longe do colega que se deu o direito de se exercitar por aí sem o novo item essencial do vestuário.

Sim, é ruim pra caramba, eu sei. E não há tecnologia dry fit, fibra macrobiótica, seja o que for que as marcas estão fazendo, que faça com que você consiga de fato respirar igual, eu sei! (o Na Quarentena tratou de assunto na edição de 12 de agosto).

Se eu não pegar covid-19, ainda torço o tornozelo…

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: