Os lugares que contam a história de Chico Buarque na capital paulista
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Os lugares que contam a história de Chico Buarque na capital paulista

Renato Vieira

22 de fevereiro de 2018 | 16h28

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+ O artista foi aprovado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1963, aos 18 anos. A sede do prédio da FAU, na Rua Maranhão, também abrigava reuniões musicais do Sambafo, turma que se reunia para cantar e beber. Chico, que chegou a se candidatar a presidente do centro acadêmico, não se formou. Hoje, o prédio está fechado e passa por reforma. R. Maranhão, 88, Higienópolis.

Foto: Beto Stedile

+ Foi no João Sebastião Bar que Chico fez algumas de suas primeiras apresentações. “Às quartas-feiras havia shows de iniciantes e eu os apresentava. Todo mundo via que o Chico era muito talentoso”, lembra a cantora Claudette Soares, estrela da casa. Desde 2000, o imóvel é ocupado pela pizzaria Veridiana (foto). R. Dona Veridiana, 661, Higienópolis, 3120-5050. 18h/0h30 (6ª e sáb., 18h/1h30).

+ Na Galeria Metrópole, Chico frequentava o extinto bar Sandchurra. Lá, conforme o livro ‘Histórias de Canções’, de Wagner Homem, ele teve a ideia de fazer ‘A Banda’ para o festival da Record de 1966, após ouvir o amigo Gilberto Gil interpretar ‘Ensaio Geral’, com a qual concorreria. Vencedor, Chico fez questão de dividir seu prêmio com ‘Disparada’, de Geraldo Vandré e Theo de Barros. Av. São Luís, República, 187.

+ Durante a infância, Chico morou em uma casa na Rua Henrique Schaumann. Perto dali, fica a Igreja do Calvário. Em seu livro ‘Tantas Palavras’, Humberto Werneck conta que um dia Chico caminhou até o local e, vendo que não havia nada nos fundos, onde hoje é a Avenida Paulo VI, voltou para casa anunciando a uma de suas irmãs: “Descobri onde São Paulo acaba”. R. Cardeal Arcoverde, 950, Pinheiros.

Foto: Lilian Borges

+ A família Buarque de Hollanda se mudou para um casarão (foto) na Rua Buri em 1957. “Chico levava os amigos para jogar futebol de botão, o campo era o chão do meu quarto. Era uma casa aberta, com muita gente. Lembro de uma festa que tinha até pipoqueiro na porta”, lembra a cantora e ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda, irmã de Chico. Atualmente, a casa é sede do Pátio Digital, projeto da Prefeitura que promove o uso de tecnologia em políticas educacionais. R. Buri, Pacaembu, 35.

+ O Riviera fica a 350 metros de distância, a pé, da casa da Rua Buri. Chico era frequentador do bar nos anos 1960 e até deixou sua marca no cardápio da casa, que servia o ‘Hollanda’, sanduíche de queijo derretido, tomate e orégano, criado pelo compositor. A casa, fechada em 2006 e reaberta há cinco anos, também é citada no livro mais recente do compositor, ‘O Irmão Alemão’ (2014). Av. Paulista, 2.584, metrô Paulista, 3258-1268. 12h/15h e 18h/0h (5ª, até 1h; 6ª e sáb., até 3h; fecha dom.).

+ O compositor musicou para o teatro, a pedido do escritor e psicanalista Roberto Freire, o poema ‘Morte e Vida Severina’, de João Cabral de Melo Neto. A montagem inaugurou, em 11 de setembro de 1965, o Teatro da Universidade Católica, o Tuca. Com medo da recepção do público, Chico viu a estreia no fundo da plateia, perto da saída do teatro. O espetáculo, entretanto, foi um grande sucesso e viajou para o exterior. Tuca (672 lug.). R. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, 3670-8455.

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