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Centro novo

Redação Divirta-se

17 Novembro 2011 | 19h18

Próximo ao Pateo do Collegio, a cidade ganha espaço voltado à fotografia, a Casa da Imagem. E, com ele, os renovados Solar da Marquesa de Santos e Beco do Pinto

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COMBINADO| os três novos espaços abrigarão exposição

Desde que foi construída em 1870 para servir de moradia urbana para Benedito Antonio da Silva (então uma das figuras mais ricas da cidade), a ‘Casa nº 1’ já abrigou órgãos ligados à polícia e à prefeitura. Neste sábado (19), ela abre ao público, restaurada, como Casa da Imagem. A instituição é ligada à rede Museu da Cidade, da secretaria municipal de cultura, e seu acervo reúne 710 mil imagens, feitas desde 1860. “É uma das poucas coleções voltadas ao desenvolvimento urbanístico e arquitetônico de São Paulo e contém exemplos das mais antigas fotografias de paisagens urbanas da cidade”, diz Henrique Siqueira, gestor do novo museu.

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O acervo tem obras de fotógrafos como Aurélio Becherini, B.J. Duarte e Guilherme Gaensly – este último, a quem é dedicada a exposição inaugural do espaço. Com curadoria de Rubens Fernandes Junior, a mostra ocupa as três salas expositivas do local, com registros de palacetes, parques, ruas e bondes paulistanos,
de 1890 a 1920 (detalhe ao lado). Em uma outra sala dedicada a consultas, computadores dão acesso aos 120 mil registros do acervo já digitalizados. R. Roberto Simonsen, 136-B, Centro, 3106- 5122. 9h/17h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (19), 11h. Até 8/4. Grátis.

Na intimidade|

 Domitila de Castro Canto e Melo (1797-1867)é conhecida até hoje por ter sido amante do então imperador Dom Pedro I. Mas outras facetas dessa importante figura paulistana estão na mostra ‘A Marquesa de Santos: uma Mulher, um Tempo, um Lugar’, que marca a reabertura de sua antiga residência, fechada para restauro desde 2008.

Nas paredes do Solar da Marquesa de Santos, cuja construção remonta ao século 18, é possível ver estruturas deixadas, propositalmente, expostas. Nelas, aparecem as diferentes técnicas de edificação usadas, como a taipa de pilão.
Nos ambientes, objetos pessoais, mobílias, retratos e documentos são organizados por salas temáticas – que também respeitam os costumes da época. “Nas casas mais ricas, o térreo nunca era lugar de residência, pois era muito próximo à rua; toda a vida se passava no andar de cima”, explica a curadora Heloisa Barbuy.

Assim, é no piso superior que estão, por exemplo, cartas originais trocadas entre a Marquesa e seu famoso amante. R. Roberto Simonsen, 136, Centro, 3105-6118. 9h/17h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (19), 11h. Grátis.

De passagem|

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Entre a Casa da Imagem e o Solar está o Beco do Pinto, que recebeu esse nome em referência ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, antigo morador da rua que, em 1821, bloqueou o acesso ao beco.

A passagem tem importância histórica por ter sido, durante anos, a principal ligação entre o centro urbano, concentrado em torno do Pateo do Collegio, e o Rio Tamanduateí.

Agora, o beco terá um destino bem mais ‘contemporâneo’. Lá, artistas vão expor instalações criadas especialmente para o local. A primeira ocupante é Laura Vinci, que, com uma obra que solta vapores, reflete sobre a passagem do tempo. Com ares bucólicos.