Cara amarrada não previne covid
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Cara amarrada não previne covid

Redação Divirta-se

07 de maio de 2021 | 12h45

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Fácil não está, para ninguém. Já é um fato. Está todo mundo, de alguma forma, mal. Angustiado, cansado, triste, sem perspectiva, com raiva, de saco cheio mesmo – e com toda razão. Alguns mais, outros menos. Tem quem conseguiu encontrar suas válvulas de escape, ou equilíbrio, dentro dessa loucura toda que vivemos. Tem dias também. Às vezes acordamos mais animados, em outros a vontade é só de ficar na cama. E está tudo bem, estamos juntos.

Saber que o sufoco é geral não serve de muito consolo, eu sei. E longe de mim dar qualquer discurso motivacional (para isso, tem toda uma legião de influencers e pseudoterapeutas na internet), mas vamos pegar mais leve, galera. Com você mesmo, com o entregador do delivery, com a sua vizinha de cima (a minha, no caso, foi quem me deu inspiração para a reprovação da semana. Sempre de cara amarrada, não tem uma vez que abro a porta do elevador e não vejo, mesmo por trás da máscara, o mau humor estampado no rosto da pessoa). Antes de tudo, empatia (tá, admito que a mensagem ficou um pouco “gratiluz”).

E aproveitando que já chutei o balde na autoajuda fajuta, uma dica: se o amigo vem desabafar com você, não jogue por cima um “e eu então?”. Não é uma competição por quem está pior e não é sobre você. Escutar o problema do outro não vai te matar, não vai te fazer ficar pior. Estamos juntos nesse barco afundando e não tem ninguém tocando violino. Um sorriso aqui, um bom dia ali, como diria minha mãe, não vai fazer sua mão cair (no caso ela fala isso quando quer que eu lave a louça ou coisa do tipo, mas deu para entender). Está ruim, vai demorar e é bem possível que ainda vá piorar, então, segura o mau humor (essa é da minha mãe também). #Namastê.

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