Cão-cupido
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Cão-cupido

Redação Divirta-se

08 de junho de 2020 | 03h00

Cris Berger

Guia Pet Friendly

Na história da cachorrinha Lola havia algumas missões. Uma delas, unir a publicitária Maricy Gattai com o diretor de Inovação Vinícius Porto. Tudo começou em uma noite fria de chuva fina e constante, em 2 de setembro de 2010.

Nesse dia, o telefone do diretor de Inovação Vinícius Porto tocou. Era sua mãe contando que havia uma cachorrinha bege, com a mistura de muitas raças, vagando pela vizinhança. “Você ainda quer um pet?”, ela perguntou.

Sim, ele queria. Morava sozinho, estava montando uma empresa e tinha algum tempo livre. Resgate feito com sucesso e Lola em casa. Alguns dias depois veio a dúvida: será que conseguirei cuidar dela? Ele cogitou doá-la para um amigo, que tem um sítio grande e adora animais, mas desistiu. Afinal, seu coração já havia sido fisgado.

Cerca de dois meses depois, subitamente, Lola começa a tremer. Ele corre para o veterinário mais próximo – lotado. Busca no Google outro local para levá-la. No caminho, Lola parece piorar, ele fica nervoso. Ao atravessar a porta da clínica veterinária, com Lola em seus braços, todos percebem seu desespero e ela é atendida rapidamente. Diagnóstico? Um filhote gigante agonizando com dificuldade para nascer e a necessidade de uma cesariana imediata. Mesmo com “a grana curta” da época, ele autoriza o procedimento.

Enquanto Lola era operada, ele posta no Facebook: “Lola terá um filhote, alguém o quer?” Os pretendentes seriam muitos, mas a publicitária Maricy Gattai foi a primeira a responder. Levou a Chandon para casa.

Um ano se passou, o namoro do Vini acabou e o casamento da Mari, também. O mundo havia dado as suas voltas: eles estavam solteiros e existiam duas cachorrinhas que os conectavam. Marcaram um café, colocaram o papo em dia, seguiram trocando mensagens até que veio a vontade de um encontro mais sério. Eram quatro a dividir o sofá da sala, que parecia ter espaço sobrando. Assim, eles se casaram. Logo, vieram os filhos (humanos), Bruno a Helena.

No ano passado, Lola virou estrelinha. Foi cremada e suas cinzas colocadas em uma urna, que está enterrada no quintal da casa que eles vivem. Chandon, que completa uma década no dia 2 de novembro e foi o cupido da história de amor do Vini e da Mari, nos faz lembrar que o Dia dos Namorados está chegando.

Eu e a Ella (a sharpei que aparece na foto da coluna comigo) acreditamos que um é pouco, dois é bom e três pode ser ainda melhor. Quem sabe a cantada mais velha da história “o cachorrinho tem telefone?” não faça muita gente se encontrar? Porque cachorros, além de nos fazerem muito mais felizes, também podem ser cupidos. Né, Chandon?

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