Blitz Haus reabre na Augusta com iluminação 3D digital e nova carta de drinques
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Blitz Haus reabre na Augusta com iluminação 3D digital e nova carta de drinques

Redação Divirta-se

16 de novembro de 2017 | 16h53

Foto: Raul Ortigoza

Silhuetas luminosas de personagens como Gasparzinho, Betty Boop e Bob Esponja cobrem as paredes da Blitz Haus, balada que ocupa a Rua Augusta desde 2012.

A decoração retrô, com referências a desenhos clássicos e televisores antigos na fachada, recebeu uma versão mais moderna após reforma feita este ano.

Reinaugurada há cerca de uma semana, a casa manteve o restaurante instalado no térreo e mudou a cara do primeiro andar, antes uma área com sinuca e fliperamas. Os jogos eletrônicos continuam lá, e sofás completam o novo espaço – agora, uma mistura de lounge com pista de dança.

No subsolo, a pista principal recebeu nova estrutura de iluminação 3D digital, espalhada por todo o teto e também em uma das paredes e na cabine do DJ, criando um efeito de profundidade.

Foto: Humberto Abdo

“Pesquisei clubes na Alemanha que usam essa tecnologia, bem popular na Europa”, conta Ronaldo Rinaldi Ceron, o DJ Click, proprietário da Blitz e de mais duas casas na Augusta (Espaço Desmanche e Tex Bar). “No Brasil, ainda não conheci outra que tivesse a pista inteira feita em 3D.”

Os bares funcionam nos três andares e a carta de drinques foi renovada. Além dos clássicos, criações como ‘Mist’ (R$ 28) surpreendem pela criatividade – com vodca, xarope de cana, limão-siciliano e água tônica, a bebida é servida com gelo seco transbordando do copo. Humberto Abdo

ONDE: R. Augusta, 657, Consolação, 4508-7256.
QUANDO: 23h/6h (fecha 2ª, 3ª e 4ª).
QUANTO: R$ 30/R$ 100.

ENTREVISTA: Ronaldo Rinaldi Ceron
O proprietário da Blitz falou ao Divirta-se.

Foto: Raul Ortigoza

O que mudou desde a proposta inicial da Blitz?
A Blitz era uma casa inspirada em desenhos animados antigos, essa era a pegada. Ela ainda mantém o contexto de desenhos animados, mas de uma forma um pouco mais moderna. A Blitz era uma casa muito colorida, com dezenas de pôsteres antigos e lambes nas paredes que tinham mais de dois metros de altura. Após a reforma, colocamos a sombra dos desenhos nas paredes com LED, usando só os elementos que simbolizam os personagens.

Hoje você já é dono de três casas noturnas na Augusta. Sempre quis trabalhar com isso?
Sempre gostei da noite, mas não queria necessariamente ser proprietário de uma balada. Abri primeiro o Atari Club [balada na Alameda Lorena, fechada em 2006], que durou dois anos e meio. Antes disso, eu estava envolvido com um selo de bandas independentes coletivas e fazia festas de rock, então surgiu a oportunidade de abrir uma casa. Mais tarde, em 2012, veio a Blitz – o Tex Bar e o Desmanche foram inaugurados em 2014 e 2015.

O que é preciso para manter uma casa por vários anos, além da renovação?
Se você pensar nos anos 90, as hostess podiam barrar clientes, cobrar mais caro de um e as pessoas gostavam disso, gostavam daquela coisa “ah, eu consegui entrar!” As pessoas realmente se achavam importantes por isso e, se não conseguissem, iam tentar de novo na semana seguinte e na outra… Hoje em dia você não pode fazer isso, tem que tratar todo mundo muito bem, da hostess ao segurança, do barman ao DJ. Quem seguir essa linha de ter uma equipe qualificada e tratar todo mundo muito bem vai sair ganhando. Hoje isso é prioridade.

A Rua Augusta mudou muito nos últimos dez anos?
A Augusta era uma rua bem rock n’ roll… Uma cena de rock muito forte, tanto dos frequentadores da rua quanto dos clubes, dos bares. Hoje é muito mais pop, depois funk, porque o funk está em alta, embora nenhuma casa na Augusta toque funk a noite inteira. E é o único lugar em São Paulo que abraça todas as pessoas. Hoje a Augusta tem uma cena gay muito forte, tem festas de funk, de música brasileira, festa de black, então a Augusta é uma grande mãe.

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