Atrasado, mas com orgulho
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Atrasado, mas com orgulho

Tome o seu tempo. Respeite. Exija respeito. E, acima de tudo, seja feliz.

Redação Divirta-se

04 de julho de 2020 | 20h00

Por Murilo Busolin. @murilobusolin em todas as redes sociais.

Junho é considerado no mundo todo o mês do orgulho LGBTQI+, em virtude da Rebelião de Stonewall (EUA), que marcou o início de uma luta, ainda sem fim, por direitos iguais.

Eu demorei mais de 21 anos para entender o meu caminho, em meu próprio tempo, para finalmente aceitar e reconhecer a minha verdade e o orgulho que sinto diariamente em pertencer a uma dessas siglas.

Se hoje, assumidamente feliz e beirando a casa dos trinta, tenho esse espaço público para me comunicar através de diversas plataformas, é por fruto de muita luta dos que conquistaram os espaços iguais para todos nós.

Já estamos em julho, mas não é apenas em um único mês que a diversidade precisa ser celebrada e respeitada. Nesse papo de quem vem acima de tudo e de todos, o respeito com o próximo é e sempre será a única resposta. Separei produções para entendermos a importância da cultura gay na sociedade.

Marsha era um verdadeiro ícone da luta LGBTQI+.

A Morte e Vida de Marsha P. Johnson (Netflix). Uma lição básica para conhecer o legado da travesti e ativista que participou da Rebelião de Stonewall, Marsha P. Johson. O documentário mostra como a norte-americana foi fundamental para o início dos movimentos e organizações que buscavam direitos para as comunidades gay e trans, além de investigar as circunstâncias que envolvem a sua morte.

Pose (Netflix). A série de Ryan Murphy se passa em Nova York, no final da década de 1980 e conta a história de Blanca, uma mulher trans que abre a sua própria casa para abrigar jovens homossexuais e transexuais que foram expulsos de casa. A série tem o maior elenco trans da história da televisão e mostra com muito, mas muito glamour a cultura dos bailes da comunidade LGTBQI+.

Love, Victor (Hulu). Se esse drama teen fosse televisionado durante a minha adolescência, faria com que eu me sentisse muito mais tranquilo durante a autodescoberta, e eu sei que isso não se aplica somente à minha pessoa. A produção relata a vida de Victor, o típico adolescente que tem a missão de lidar com a sua sexualidade em meio aos problemas traumáticos de sua idade. Leve, mas inspiradora.

‘Pose’ é um acerto de Ryan Murphy.

Hoje eu Quero Voltar Sozinho (Netflix). Na mesma pegada de Victor, o longa nacional Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Netflix) é baseado na história de Leonardo, um deficiente visual que se descobre durante a juventude.

RuPaul’s Drag Race (Netflix). Eu seria completamente cancelado pelo Twitter se não incluísse o mais clássico entre os realities da pauta LGBT. Com desafios de lipsync e desfiles temáticos pra lá de icônicos, o programa coroa a melhor drag queen de cada temporada – a 12ª temporada acaba de estrear na Netflix (embora já tenha sido exibida no exterior). Drag Race reflete a vida de muitos garotos rejeitados pela família, mas que se encontram no auge de sua liberdade artística durante o programa.

Laerte-se (Netflix). O documentário mostra como uma das maiores cartunistas do Brasil – país que mais mata travestis e transexuais no mundo – descobre o que é ser mulher.

‘Gayby Baby’ mostra a rotina detalhada dos 4 filhos de um casal de lésbicas.

Gayby Baby (NOW). Outro documentário, detalha a rotina de quatro crianças filhas de pais homossexuais.

As opções audiovisuais são infinitas, algumas dão coragem, outras fazem questionar atitudes e até pessoas do convívio. Mas todas possuem um recado necessário.

Tome o seu tempo. Respeite. Exija respeito. E, acima de tudo, seja feliz.

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