Assassino em série protagoniza novo filme do cineasta Lars Von Trier
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Assassino em série protagoniza novo filme do cineasta Lars Von Trier

Humberto Abdo

31 Outubro 2018 | 20h56

Foto: Zentropa/Christian Geisnaes

+ Mesmo sem considerar suas declarações polêmicas, o cineasta dinamarquês Lars Von Trier continua sendo uma figura que muitos sentem prazer em criticar. De qualquer forma, tanto fãs quanto desafetos ainda param para conferir suas novas obras e descobrir sobre o que os cinéfilos tanto falam.

No novo A Casa que Jack Construiu, o assunto gira em torno de sadismo, misoginia e um serial killer que, ironicamente, sofre de transtorno obsessivo-compulsivo – algo pouco prático para alguém cujo passatempo envolve assassinatos repletos de sangue.

O filme é estruturado a partir de diálogos entre Jack (Matt Dillon) e um interlocutor sarcástico e provocativo – assim como todo o filme em si –, chamado Virgílio (Bruno Ganz). A figura enigmática demora a aparecer na tela. Ouve-se apenas sua voz, enquanto acompanha cinco relatos aleatórios, “incidentes” de Jack, selecionados a partir das 60 mortes (ou talvez mais) provocadas por ele.

Diante dos riscos cada vez maiores que o protagonista decide correr, seus planos se tornam mais ousados e excêntricos, a ponto de empalhar uma das vítimas e colecionar corpos em um frigorífico. Ao cometer esses crimes, Jack demonstra a doentia busca por simbolismos que, em sua mente, são uma forma legítima de arte. Sua paixão funciona como uma aula sobre o comportamento dos típicos assassinos em série dos cinemas – mais uma das muitas provocações combinadas com o desejo de chocar o público. Algo que, vindo de Lars, não chega a ser surpresa. Humberto Abdo

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