‘As Montanhas se Separam’ é novo drama de Jiza Zhangke
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‘As Montanhas se Separam’ é novo drama de Jiza Zhangke

Rafael Sousa Muniz de Abreu

23 de junho de 2016 | 15h41

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Realizada há dois anos pelo Caixa Belas Artes, a retrospectiva ‘Jia Zhangke – A Cidade em Quadro’ se voltava para a dinâmica urbana que o diretor chinês aborda em seus filmes. As Montanhas se Separam, com uma narrativa que se desenrola em três momentos diferentes, segue essa temática, traçando, a partir de dramas pessoais, transformações maiores na China e no mundo.

Em 1999, Tao (Zhao Tao) é uma jovem de Fenyang que trabalha numa loja e passa os dias com Zhang Jinsheng (Zhang Yi) e Liangzi (Liang Jin Dong), amigos de infância. Os dois estão apaixonados por ela, e a diferença de classes é um agravante para a disputa: Zhang é dono de um posto de gasolina; Liangzi, operário de uma mina. É a partir deste triângulo que o filme se desenvolve, revisitando Tao em 2014, já divorciada, e Zhang em 2025, na Austrália.

Em um longa de conflitos novelescos, Zhangke foge de afetações, usando planos longos, lentos e emocionalmente carregados. Cenas que parecem vir de um documentário se alternam com sequências ‘artificiais’, detalhadamente coreografadas, em um filme que referencia, de forma sutil, a abertura econômica da China e o mito do ocidente como uma cultura cheia de oportunidades.

 

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