Após duas décadas de espera, chega aos cinemas ‘T2 Trainspotting’, sequência do clássico dos anos 1990
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Após duas décadas de espera, chega aos cinemas ‘T2 Trainspotting’, sequência do clássico dos anos 1990

André Carmona

23 Março 2017 | 15h29

Foto: Sony Pictures

Foto: Sony Pictures

Durante a corrida presidencial americana de 1996, o então candidato republicano, Bob Dole, fez duras críticas à indústria cinematográfica. Segundo ele, citando como exemplo o britânico ‘Trainspotting’, as produções da época romantizavam o uso de drogas, principalmente da heroína. Dole perdeu as eleições para Bill Clinton. De lá para cá, o uso da substância caiu. Mas o filme de Danny Boyle, inspirado no romance homônimo de Irvine Welsh, ao contrário, tornou-se cult. Símbolo de transgressão para toda uma geração.

Há 21 anos, aguarda-se por uma sequência do longa. Chegou a hora. Em T2 Trainspotting – também de Doyle –, Renton (Ewan McGregor), Spud (Ewen Bremner), Sick Boy (Jonny Lee Miller) e Franco Begbie (Robert Carlyle) estão de volta.

O ponto de partida é o retorno de Renton à Escócia, depois de fugir para a Holanda com todo o dinheiro de um golpe aplicado pelo quarteto no primeiro filme. Em Leith, a vida parece congelada no tempo.

Lá, ele reencontra os velhos parceiros. Primeiro, Spud – salvo pelo amigo de uma tentativa de suicídio. Depois, Sick Boy (agora Simon), que sobrevive de estelionatos e chantagens. Por último, Franco Begbie, recém-saído da prisão e louco para se vingar. Em comum, todos lidam com a dificuldade de amadurecer.
A produção, baseada no livro ‘Porno’, faz menos efeito que a original. Com ótimas referências da primeira versão, porém, é capaz de empolgar. E divertir. E matar a saudade dos fãs.

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