Ao narrar viagem de atrizes à Rússia, Charly Braun mescla ficção e realidade em ‘Vermelho Russo’
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Ao narrar viagem de atrizes à Rússia, Charly Braun mescla ficção e realidade em ‘Vermelho Russo’

André Carmona

27 Abril 2017 | 14h12

Martha Nowill e Maria Manoella em cena na Praça Vermelha, Moscou. Foto: Bruno Alfano

Em seu longa de estreia, ‘Além da Estrada’ (2010), o diretor Charly Braun embarca o espectador em um ‘road movie’ pelo interior do Uruguai. Nele, dois jovens estrangeiros, em busca de direção na vida, veem suas histórias se cruzarem nas vastas planícies do país.

Agora, em Vermelho Russo, que chega às salas paulistanas esta semana, o cineasta nos leva à fria Moscou. Novamente com dois protagonistas. Mas, desta vez, mesclando ficção e realidade.

A começar pelas atrizes, Martha Nowill e Maria Manoella, que dão vida às personagens Martha e Manoella. Sim, basicamente, as duas interpretam elas mesmas. Aliás, mais do que isso, reeditam uma viagem que fizeram juntas à Rússia em 2009, quando foram estudar o conhecido método Stanislavski de dramaturgia.

Na trama, Martha e Manoella decidem fazer o mesmo curso. Durante o rigoroso inverno russo, as amigas experimentam os obstáculos de um lugar tão diferente: o clima gélido, a inabilidade com o idioma, a saudade do Brasil. Além disso, ficam à mercê das inevitáveis comparações entre as duas – que ora se veem juntas e se reconhecem, ora se sentem completamente sozinhas.

No enredo dominado pela metalinguagem teatral, fica difícil saber quem está atuando e quem está transparecendo emoções verdadeiras. A fotografia do filme, que se aproxima do documentário, também contribui para a frágil linha que divide o que é real e ficcional.

Confira a programação completa no Guia de Cinema do Divirta-se.

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