‘Além do Homem’ cria universo fantasioso para evocar raízes brasileiras
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‘Além do Homem’ cria universo fantasioso para evocar raízes brasileiras

André Carmona

28 Junho 2018 | 15h57

Foto: Olivier Cocaul

Em Além do Homem, o ator Sérgio Guizé dá vida a Alberto, um escritor brasileiro que há anos vive na França. Em Paris, ele trabalha na editora de seu sogro e tenta, a todo custo, uma integração com a sociedade local. Faz parte dessa premissa renegar suas raízes e tudo que possa lembrar o Brasil – que classifica como um ‘país sem conceito’. Mas um convite inusitado lançará o protagonista em um doloroso processo de redescoberta de identidade.

Numa ensolarada manhã parisiense, Alberto se prepara para apresentar ao sogro seu projeto de livro, um ‘romance metafórico’. O círculo literário que frequenta, porém, está obcecado com o desaparecimento do antropólogo Marcel Lefavre, que, em viagem ao interior do Brasil, teria sido comido por canibais. Em seu diário, o intelectual descreve uma cachoeira da região como a ‘fonte da felicidade’. Por isso, é dada a Alberto a missão de encontrar o lugar e escrever um livro sobre ele. Muito a contragosto, ele aceita a proposta. É aí que o filme, de fato, começa.

Para retratar a jornada de Alberto em terras tupiniquins, o diretor Willy Biondani cria um universo fantasioso, que resgata aspectos do folclore brasileiro e dá dimensões oníricas às experiências vivenciadas pelo protagonista.

Assim, personagens como Tião (Fabricio Boliveira), o taxista responsável por guiá-lo no sertão, e Alberto (Otávio Augusto), dono do único hotel da cidade, contrapõem comicamente o ‘elitismo erudito’ do escritor. A fotografia também é ponto forte, evidenciando o choque entre mundos paralelos.

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