A nova etiqueta social
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A nova etiqueta social

Redação Divirta-se

17 de setembro de 2020 | 17h19

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia

Eu sei, eu sei, muito tempo fora das ruas, do campo de batalha que é a vida e a interação social, pode nos ter feito esquecer algumas regrinhas básicas do bom senso da vida em comunidade e, na real, boa parte delas nem vale mais de muita coisa.

“Bom dia”, “obrigada”, “por favor”, “como vai?” ficam. Mas aquele aperto de mão cerimonial ou mesmo o bom e velho beijinho na bochecha de que o brasileiro tanto gosta ficaram para trás – e sabe-se lá se um dia vão voltar (eu, na verdade, aposto que sim, assim como também não duvido que veremos as ruas lotadas no próximo carnaval, mas isso é assunto para o futuro).

Aliás, peço encarecidamente que, se você me vir na rua por aí, por favor, não tente qualquer tipo de aproximação desse tipo. Não quero parecer rude ou mesmo antipática (apesar de que, tenho certeza, muitos já criaram essa imagem de mim por aí pelas últimas colunas). Nem irei pensar o mesmo de você. Sei que tal questão já parece óbvia, mas não é. O povo acha que só porque é amigo, está tudo bem… não, não está.

Amigos sempre, mas o beijinho e o abraço ficam pro futuro

Vamos instituir uma coisa? É bem mais constrangedor para você, que vem me dar um oi acalorado (sem noção, para ser mais direta), do que para mim ter de dar aquele passinho para trás de “opa, opa, o que você pensa que está fazendo?”.

O cumprimento de cotovelo tem funcionado muito bem para mim, rola até uma dancinha, é divertido, ainda rende umas risadas, e não tem chance de eu esquecer que toquei em você e passar a mão no rosto antes de besuntá-la com o santo álcool em gel –, meu cotovelo não alcança qualquer ponto possível de contaminação. Se você estava com vergonha de falar, eu falei. Pronto, serviço público feito.

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