‘A Juventude’, de Paolo Sorrentino, foca maestro aposentado
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‘A Juventude’, de Paolo Sorrentino, foca maestro aposentado

Rafael Sousa Muniz de Abreu

31 de março de 2016 | 14h39

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Apesar de certa aclamação da crítica, um Globo de Ouro, um Oscar de melhor filme estrangeiro e uma indicação à Palma de Ouro em Cannes, ‘A Grande Beleza’ (2013), do italiano Paolo Sorrentino, não é uma unanimidade. Entre as críticas mais recorrentes ao trabalho do diretor está a de que, apesar de visualmente interessantes e tecnicamente apurados, seus filmes podem ser superficiais.

Em A Juventude, também indicado a uma Palma de Ouro, a combinação de imagens bonitas com conteúdo rarefeito se repete. A locação da história, entre um drama e uma comédia, é exuberante: o desiludido ex-maestro Fred Ballinger (Michael Caine) passa as férias num spa de luxo nos alpes suíços enquanto pensa sobre sua vida, acompanhado de sua filha e assistente Lena (Rachel Weisz). No mesmo hotel está Mick (Harvey Keitel), um cineasta e velho amigo de Fred, hospedado com sua equipe de roteiristas.

É nesse cenário de luxo e natureza que os personagens refletem sobre a juventude e a velhice, exploradas pelos corpos seminus dos hóspedes nas piscinas e pelas lembranças que Fred troca com Mick. Mas, apesar de uma bela fotografia e boas atuações, as reflexões acabam mais rasas do que reveladoras.

 

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