‘A Festa’ ironiza ‘universo intelectual’ de partidos políticos
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‘A Festa’ ironiza ‘universo intelectual’ de partidos políticos

André Carmona

26 de julho de 2018 | 15h13

Atriz Kristin Scott Thomas dá vida a Janet. Foto: Mares Filmes

Em A Festa, a diretora britânica Sally Potter apresenta uma comédia dramática cheia de reviravoltas e com uma tímida, mas notada, crítica política. É com afiada ironia que ela trata o ‘universo intelectual’, ideia que ganha ainda mais contraste em preto e branco. Em inglês, ‘The Party’, título original da produção, pode significar também ‘O Partido’.

Ambientado em cenário único e com atuações propositalmente exageradas, a produção lembra mais um grande espetáculo teatral em formato cinematográfico. Isso sem falar do sutil humor inglês, alçado a protagonista nos interessantes diálogos desenvolvidos.

A história se passa durante uma reunião privada da cúpula de um partido de esquerda, na casa de Janet (Kristin Scott Thomas). Ela acaba de ser nomeada ministra da Saúde. E decide, então, comemorar ao lado dos velhos companheiros. Fazem parte do grupo seu marido e ex-professor de Yale, Bill (Timothy Spall); o casal Martha (Cherry Jones) e Jinny (Emily Mortimer); a melhor amiga de Janet, April (Patricia Clarkson), e seu namorado Gottfried (Bruno Ganz); além do jovem Tom (Cillian Murphy), que trabalha no mercado financeiro, é casado com uma líder do partido que não está presente na festa e é o único que não se sente à vontade naquele ambiente falsamente ‘idealista’.

O que era para ser um brinde à nomeação de Janet acaba tomando proporções inacreditáveis. E isso ocorre depois que Bill traz à tona um segredo escondido há tempos. Espere por revelações bombásticas, traições e irracionalidade. Tudo muito bem amarrado no fim.

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