‘A Amante’ traz reflexão sobre amadurecimento
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‘A Amante’ traz reflexão sobre amadurecimento

André Carmona

31 Maio 2018 | 14h23

Foto: Bac Films

A situação de Hedi (Majd Mastoura), principal personagem de A Amante, é complicada. Os planos fechados no rosto do protagonista revelam, logo nos primeiros minutos de filme, uma tensão permanente. No início, temos até algumas dicas sobre o que, de fato, poderia gerar tanta ansiedade. Mas é durante o longa do diretor tunisiano Mohamed Ben Attia que os dilemas de Hedi vão ganhando contornos mais bem definidos.

Representante comercial de uma montadora de automóveis francesa, o rapaz vem sendo pressionado pelo chefe por melhores resultados. Sua indiferença, porém, dá a certeza de que ele realmente não gosta do trabalho – Hedi, aliás, leva mais jeito para as artes, mostrando grande talento como desenhista. Mas nada disso se compara ao inferno experimentado em sua vida pessoal.

O jovem está para se casar. Um matrimônio arranjado por sua mãe, Baya (Sabah Bouzouita), que controla a vida do filho com autoritarismo irredutível. Ele não parece se opor à união, mas também não expressa felicidade em relação a seu futuro conjugal.

Seus dias seguem tristes, monótonos. Até que uma viagem a trabalho o leva a conhecer a bela Rim (Rym Ben Messaoud). Ela representa o oposto da apatia de Heidi. Aos 30 anos, a monitora do hotel em que ele está hospedado é bem resolvida sexualmente, exala liberdade e tem muitos planos – que inclui emigrar para a França.

Os dois se apaixonam perdidamente. Mas, para viver esse romance, Hedi terá de amadurecer. E fazer uma difícil escolha.

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