As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Malandro ou mané?

Redação Divirta-se

11 de março de 2021 | 17h04

RÊ PROVA

Toda semana, Renata Mesquita vai reprovar absurdos vistos por aí nessa nova rotina imposta pela pandemia    

Engato o assunto desta semana em uma questão que levantei na coluna passada (se você não leu, veja aqui. Garanto boas risadas).

Nada me suscita maior reprovação do que aqueles que fazem questão de fazer as coisas erradas de propósito, na malandragem, de querer se mostrar melhor que o resto, o quebrador de regras… Meu bem, deixa eu te contar: isso ficou lá no passado, na sua juventude transviada. Hoje em dia, só é bacana e realmente descolado aquele que segue e respeita as regras – e isso vale para além das questões da pandemia. Então, se você está usando a máscara de forma errada ou colando em mim na fila do supermercado porque você acha uma baboseira esse papo de 1,5 m de distância, você só é, sem meias-palavras, um trouxa, um mané mesmo.

Nessas situações – que não são poucas –, a minha primeira reação é sempre ficar zangada, com raiva, e me dou certa razão. Mas, ao mesmo tempo, descobri recentemente, na prática, que é mais fácil desarmar tais indivíduos com gentileza e educação – é tática de jogo mesmo, não apenas maturidade minha. Meu impulso real e minha única vontade é lançar olhares de repulsa e reprovação. Mas um recado sincero, ou um simples “ops, você se distraiu e sua máscara caiu do nariz” faz muito mais efeito do que passar raiva e só apontar dedos.

Afinal, o que importa é o resultado, é o passar para frente a mensagem e deixar o mundo um pouco mais seguro e melhor (ah, se fosse tão simples assim…). Um puxão de orelha falso de cada vez. O que falta para tudo isso acabar depende da minha, da sua, enfim, da nossa atitude.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.