‘007 Contra Spectre’ traz Bond em meio a vigilância digital
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‘007 Contra Spectre’ traz Bond em meio a vigilância digital

Rafael Sousa Muniz de Abreu

05 de novembro de 2015 | 16h58

james bond daniel craig 007 spectre mi-6 ralph fiennes

Foto: Divulgação.

Quando o espião britânico James Bond estreou no cinema, em 1962, a internet nem existia. Mas, ao longo de suas encarnações, com versões de Sean Connery e Roger Moore, o agente foi sempre moderno e atual – da tecnologia que usa aos vilões que enfrenta. 007 Contra Spectre, 24º filme da franquia, gira em torno de vigilância e privacidade, numa trama que traz à mente o WikiLeaks e o americano Edward Snowden.

Bond (Daniel Craig) inicia o filme numa missão paralela ao seu trabalho para o MI-6. Apesar de responder a M. (Ralph Fiennes), diretor do serviço de inteligência, ele segue por conta própria uma pista misteriosa que o leva ao México e o faz desvendar a existência de uma organização secreta e maléfica. Bond não sabe exatamente quais são suas atividades, mas aos poucos descobre que ela é uma ameaça global.

Enquanto o espião tenta se movimentar sem a ciência do MI-6, a própria agência sofre uma crise. Ela é incorporada ao MI-5, outra seção do serviço de inteligência britânico, e resiste à criação do Nove Olhos, iniciativa que consiste em compartilhar os dados sigilosos de nove países, numa ofensiva de vigilância digital.

Apesar do tema atual, ‘Spectre’ é um filme de espiões quase à moda antiga: a ação é menos mirabolante e espetacular do que em outros filmes da série, e o longa se desenrola aos poucos. Apesar de ser menos
frenético, não falta espaço para pancadaria.