Zeca Camargo comenta sobre seu novo game show na Band

Sonia Racy

15 de janeiro de 2022 | 06h39

Zeca Camargo. Foto: Iara Morselli/Estadão

Zeca Camargo está de volta à TV aberta com o game show 1001 Perguntas, que estreia segunda-feira na Band – emissora pela qual está contratado desde julho de 2020, ano em que deixou a rede Globo, onde ficou por 24 anos. O programa vai ao ar de segunda a sexta e distribuirá R$ 1,3 milhão ao longo da temporada, que vai durar três meses.

“É um formato superconhecido da TV aberta, mas que sempre pode ser reinventado”, comenta Zeca. E como fizeram para reinventar? “São três duplas participantes por semana, todas com algum vínculo entre si, o que dá uma apimentada na disputa”, entrega o apresentador, que comentou que qualquer um que estiver ligado nas redes sociais consegue participar da
disputa. Confira a entrevista a seguir.

Como é feita a seleção das duplas que participam do programa?
As pessoas se inscrevem, abrimos as inscrições no comecinho de dezembro e já tem um monte de gente inscrita. Aí fazemos uma seleção, não pelo nível de conhecimento, muito pelo contrário, o nível de conhecimento é supergenérico. Brinco que, se você tá ligado em rede social 24 horas por dia, vai poder participar e responder a boa parte das perguntas. Mas essas duplas têm um diferencial.

Qual é esse diferencial?
Vou dar um spoiler, em um dos pilotos tem um casal que tinha sido casado por três anos, brigou e voltou na pandemia. Temos duas irmãs, uma mais velha e uma mais nova, que manda na mais velha. Um casal de recém-casados, aluno e professor, ex-mulher e ex-marido. Vejo essas relações pessoais como o grande diferencial do programa.

O clima vai esquentar?
Sim, mas não vai ter DR, é pra ser divertido. É lúdico, claro que tem prêmio, é super sério, somos muito rigoroso, não respondeu, não respondeu. Aí, cá entre nós, já participei de muito reality e tem que ser rigoroso para ser respeitado. Não basta se inscrever, nossa equipe está entrevistando todo mundo pra descobrir se são pessoas que vão ter uma relação divertida no programa, que podem render muito mais do que uma resposta A, B, C ou D. Essa união das pessoas faz parte do DNA do 1001 Perguntas.

O programa vai ser feito ao vivo?
Por enquanto ele é gravado, o que a gente chama de gravado ao vivo. Gravamos com uma semana de antecedência. É um programa todo digital, então estamos nos acertando com TI, com a tecnologia. Ele já está redondo, já está divertido, eu já peguei intimidade.

Em todos esses anos de carreira, lembra de algum mico que o marcou durante uma transmissão ao vivo?
Nossa, bocejei no Fantástico, nunca esqueço disso. Nunca! Essa é clássica do YouTube. Era estreia da Copa do Mundo da África do Sul, a Patricia Poeta que me salvou, me deu aquela cutucada e olhou tipo, “olha, tá no ar”. Ai endireitei a coluna, pedi desculpa e toquei em frente.

O tempo da TV mudou com o streaming, como você vê isso?
Mudou sim. Ótima colocação. Mas acho que isso vale num primeiro momento pra dramaturgia, o entretenimento ainda é das coisas que funcionam bem na TV aberta. Existe uma grande procura para mais entretenimento no streaming, mas, no momento, o forte ainda é a dramaturgia. E eu aprendi uma coisa em TV aberta e acho que vale pro streaming também: não fazer as coisas correndo. O timing certo é o timing do produto bom. /SOFIA PATSCH

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