Voz solta

Sonia Racy

12 de agosto de 2011 | 23h00

Fause Haten agora não apenas “ataca” de cantor. Ele se tornou um. Seu primeiro CD (capa ao lado) acaba de sair do forno e o show de lançamento está marcado: setembro, no Studio SP. O estilista conversou com a coluna sobre a nova vertente profissional.
Você já cantava em algumas ocasiões. Como e quando decidiu gravar um CD?

A música sempre fez parte da minha vida. Quando era moleque, estudei piano, canto. Aí, quando cantei em um desfile, há dois anos, comecei a me animar. No ano passado fiz mais de 20 shows com uma banda. E queria ter essa experiência de entrar em um estúdio para gravar.

O processo de compor uma música é parecido com o de criar uma roupa?

Tenho uma forma artística de trabalhar. Junto referências e vou construindo a partir delas. Quando mexo com teatro, também é assim. Passo a noite pensando na criação. É parecido.

Acha que o mundo da moda e o da música dialogam?

Os três mundos em que estou envolvido hoje dialogam bastante: a moda, o teatro e a música. Em um desfile, por exemplo, a ação cênica é importante, assim como a música. Quando acabei o álbum, mandei masterizar em Londres. E, quando chegou, peguei o CD e pensei: “Nossa, é um trabalho, uma obra mesmo”. Essa é uma sensação que nunca tive com a roupa. Porque roupa alguém precisa usar, os meus desfiles eu nunca assisto. Então foi algo novo pra mim.

Existe algum cantor que gostaria de ver criando coleções?

Esse assunto é novo no Brasil. Entretanto, no mercado americano, muitos fazem. Os músicos são marcados por seu estilo pessoal. Então, os que não têm coleções próprias têm suas linhas. Nos dias de hoje, não há como amarrar um artista numa única forma de expressão.

/ MARILIA NEUSTEIN

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