Votos ilustres

Sonia Racy

27 de julho de 2012 | 01h01

Em jantar com a classe artística no apartamento do diretor de teatro Jorge Takla, nos Jardins, Gabriel Chalita tentou demonstrar força entre globais, produtores e escritores – que cobraram propostas de combate à burocracia e mais investimentos em cultura. Henri Castelli, Raquel Ripani, Maria Fernanda Cândido, Fafy Siqueira e Lygia Fagundes Telles estavam entre os cerca de 40 convidados que se acomodaram em espaçosos sofás, anteontem, para ouvir o candidato do PMDB à Prefeitura, enquanto garçons serviam vinho tinto italiano e whisky 8 anos.

Walcyr Carrasco, autor do remake de Gabriela, lembrou que São Paulo não é mais polo de audiovisual. “Está tudo no Rio”. A dramaturga e atriz Mara Carvalho, ex de Antonio Fagundes, subiu o tom. “Você quer construir um teatro e a Prefeitura não dá alvará”. Já Castelli quis saber de segurança “para o cara que comete crimes não dar tapa na nossa cara e sair rindo da delegacia”. Chalita tirou soluções da manga para quase tudo: “Quero fazer uma Broadway paulistana” e “um Poupatempo da pessoa jurídica”.

Turco Loco, ex-deputado e empresário de moda, elogiou Gabriela Duarte por ter declarado voto em campanhas anteriores. Errou o alvo. “Acho que ele se confundiu, estou aqui para ouvir propostas”, consertou a atriz. Walcyr também não abriu o jogo. Já Lygia Fagundes foi só elogios.

Castelli, enquanto dava baforadas em seu cachimbo, afirmou que vai votar em Chalita. Fulvio Stefanini também. E a bela Maria Fernanda Cândido saiu à francesa. Balanço da noite? “Gostei muito”, disse o candidato. “Quem veio tende a votar em mim, né?” /PAULA BONELLI

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