Deu samba no tango

Deu samba no tango

Sonia Racy

19 Agosto 2016 | 00h25

volei

Enquanto a Polícia Federal retirava do avião, anteontem, os nadadores americanos Gunnar Bentz e Jack Conger – para prestarem depoimento sobre o suposto assalto que sofreram, no Rio, ao lado de Ryan Lochte –, Alexandre de Moraes assistia à partida de vôlei Brasil vs. Argentina, no Maracanãzinho.

Ao lado da mulher, o ministro da Justiça fez selfies e comemorou o resultado. Indagado sobre a quantidade de soltados presentes no ginásio, respondeu, já a caminho da saída: “Quando é jogo contra a Argentina dobramos a segurança para não termos problemas”. Não quis comentar o caso dos nadadores antes do término da investigação da PF.

Mais perto da quadra, Dan Stulbach respirou aliviado com a vitória brasileira: “Estava um pouco traumatizado porque vim no jogo das meninas (do vôlei) e foi muito sofrimento”, brincou o ator. “Muito legal virem as duas torcidas aqui, a nossa e a da Argentina. O clima está ótimo. O problema é só essa música que eles colocam no intervalo que não deixa o público agir naturalmente”, afirmou. E não está sozinho na crítica: muita gente vem reclamando da música alta e dos “animadores de torcida”.

Também conferiram o jogo o governador do Rio, Francisco Dornelles, os atores Murilo Benício e Sheron Menezzes e a ginasta Flávia Soares. Ausência sentida? A equipe feminina de vôlei para engrossar a torcida.

Na Zona Mista, depois da partida, os brasileiros estavam em clima de pura descontração. O jogador Evandro Guerra parou para brincar com a filha do argentino Pablo Crer – um bebê de colo. Indagado se o jogo tinha sido fácil, Serginho abusou do senso de humor: “Fácil teria sido se eles não viessem. Se fosse W.O…” . /MARÍLIA NEUSTEIN