VOILÀ, LA SAMBA

VOILÀ, LA SAMBA

Sonia Racy

14 de dezembro de 2013 | 01h06

 

Foto: Paulo Giandalia/Estadão

Valérie Trierweiler, primeira-dama francesa, visitou, na manhã de ontem, a favela de Vila Prudente, em SP. Ao chegar à comunidade – em um elegante vestido Dior –, foi recebida com buquê de flores de papel feito pelas crianças da ONG Arca do Saber, que, entre seus trabalhos, oferece aulas de francês para crianças de 6 a 15 anos. Ali, Valérie, entregou, pessoalmente, três certificados da língua francesa para professoras, brincando ao dizer: “Eu mesma não tenho diploma”.

Ainda na ONG, foi “sabatinada” pelas crianças, que queriam saber sua profissão e idade – uma chegou a arriscar 24 anos, arrancando risos da primeira-dama. Papéis invertidos, Valérie assumiu seu lado jornalista (mesmo na atual posição, ela decidiu não abandonar a carreira) e fez perguntas. Perguntou se todos sabiam o nome da presidente do País. A resposta veio em coro: “Dilmaaaa”. Além das aulas, assistiu a um ensaio de capoeira e, ao fim do tour, foi puxada pelas crianças para arriscar passos de samba, ao som ritmado de um pandeiro e um berimbau.

Em conversa exclusiva com a coluna, a primeira- dama afirmou que deixa o Brasil com uma imagem otimista: “Eu mesma não nasci em um bairro favorecido. Não era uma favela, claro, mas acho importante dizer a essas crianças que tudo é possível, para elas nunca desistirem”. Indagada sobre o que achava de a presidente ser uma mulher, afirmou: “É um modelo para nós. Na França, que é um dos países mais democráticos do mundo, isso nunca aconteceu. Aliás, há pouquíssimas mulheres presidentes no mundo todo. Importante dizer que Dilma não é qualquer mulher, mas alguém que soube construir uma carreira política sólida”.

Ainda na Vila Prudente, conheceu Pai Assis – padre cabo-verdiano, que lidera a igreja local. E mostrou, mais uma vez, que não perdeu a verve jornalística ao pedir para entrar na casa de uma das moradoras da favela. E indagou quantos moravam ali. Para finalizar, experimentou cuscuz feito pelas cozinheiras da associação./MARILIA NEUSTEIN

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