No STF, os pedidos de vista para governabilidade

Sonia Racy

18 de novembro de 2016 | 01h06

O barulhão do bate-boca entre Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, anteontem, no STF, deixou em segundo plano um dado significativo: pela segunda vez, em 12 dias, um ministro da corte pede vista de uma decisão importante e, com isso, melhora a vida do Planalto.

O julgamento que provocou a batalha verbal entre os dois é de um processo que livra os trabalhadores de pagar contribuição previdenciária sobre os adicionais de salário. Já estava 6 a 4 contra o governo – portanto, com prejuízo à vista para o caixa da Previdência – quando Gilmar interrompeu seu andamento.

No dia 4, Dias Toffoli pediu vista do processo sobre presença de réus na linha sucessória da Presidência. A iniciativa livrou de incertezas Renan Calheiros – e, por tabela, tranquilizou Temer.

Re-repatriando

A votação da repatriação de capitais, em sua fase 2, ficou para terça-feira. Será?

Love is all

Ontem, na última reunião da Apimec com Roberto Setubal, o CEO do Itaú, Pedro Moreira Salles, fez uma homenagem ao presidente da instituição mostrando o crescimento do banco em sua gestão. E lembrou que, na fusão do Itaú com o Unibanco em 2008, havia declarado: “Esse é o CEO que eu queria ter”.

Cândido Bracher também homenageou a dupla. “Tenho uma vantagem em relação ao Roberto, que tinha apenas Pedro como chairman. Eu terei o Pedro e o Roberto”.