‘Virei responsável pela curtição da galera’

‘Virei responsável pela curtição da galera’

Sonia Racy

05 de março de 2019 | 00h35

RONALD, COMO DJ NO CAMAROTE DO PAI. FOTO: MARLON MARCOSA

RONALD, COMO DJ NO CAMAROTE DO PAI. FOTO: MARLON MARCOSA

De volta ao line up do Nosso Camarote, o DJ Ronald, filho de Ronaldo Fenômeno com Milene Domingues, diz ser “uma honra e um privilégio” poder dividir o palco com outros artistas. “Por ele (o pai e ex-craque) ter me contratado novamente, acho que aí é um pouquinho mais mérito meu”, afirma.
Em seu trabalho, o DJ se vê como o “responsável pela curtição da galera”, pelo final de semana das pessoas, em que todos buscam relaxar do dia a dia. “O carnaval resume isso e acho muito bacana”, elogia. Sobre a capacidade do País de manter a festa mesmo diante de tragédias, Ronald argumenta: “Mais incrível que o Brasil é o brasileiro.”

Como foi lançar sua primeira música, Ambitious?

Foi uma experiência incrível – desde a criação dela com o meu parceiro Rey Verçosa, um mestre da música eletrônica que me ensina até hoje – e estou muito feliz de, depois de dois anos de carreira oficiais, poder lançar a minha primeira música. Espero que seja a primeira de muitas!

Como tem sido o início de carreira? Quais as dificuldades?
Ah, tem sido puxado mais por que eu ainda estou no terceiro colegial, tenho 18 anos, vou fazer 19 agora. Mas estou tendo que assimilar a escola com o trabalho. Essa organização, essa priorização de compromissos acaba sendo um pouco puxada no quesito de horário. Gerenciar esse tempo tem sido o meu maior desafio. Mas as viagens, noites sem dormir e horas preparando o set – eu acho tudo isso incrível, não vejo nada de negativo.

Como se sente tocando em um horário nobre em um camarote da Sapucaí?
É a nossa segunda vez tocando aqui no Nosso Camarote, a primeira foi um convite do meu pai. Por ele ter me contratado novamente, acho que é um pouquinho mais mérito meu. Estou muito feliz, alguns artistas que se apresentam aqui têm carreiras de décadas e é uma honra e um privilégio poder compartilhar o palco com eles.

Durante polêmica com um ministro que já afastou, o presidente Bolsonaro disse que não considerava “conversa” uma troca de WhatsApp com ele. Concorda?
Tenho uma regra com a minha equipe: os áudios que eles me mandam não podem passar de 40 segundos. Passando desse limite, eu não ouço (risos). Não tenho paciência alguma, já não gosto de conversar via ligação… Não sei o que é que tem de errado comigo, mas realmente (acho que) áudio de WhatsApp não é conversa.

Como vê a série de tragédias que atingiram o Rio e o Brasil? O carnaval sobrevive apesar disso?
Sempre digo que, mais incrível que o Brasil é o Brasileiro. Isso tanto para o lado ruim quanto para o bom. A gente é um povo muito festeiro, que gosta de relevar as coisas e festejar, curtir a vida e não ficar preso a problemas. Sempre tivemos tragédias… Toda manhã, quando ligo no noticiário, sempre tem uma desgraça acontecendo e acabamos nos acostumando com isso, infelizmente. Temos esperança de que as coisas vão melhorar e fazemos tudo dentro do possível para ajudar.

Como vê sua função de DJ?
O carnaval serve não só para celebrar essa cultura que a gente tem, mas para a gente esquecer um pouco os problemas. Eu, como DJ, acabo sendo responsável pela curtição da galera. Pelo final de semana, a época da semana que o pessoal está lá para relaxar, extravasar dos problemas. O carnaval resume isso e acho muito bacana. / PAULA REVERBEL