Vira virou

Sonia Racy

20 de maio de 2014 | 01h06

Depois que sua loja, na Rua 25 de Março, foi invadida e saqueada – na madrugada de domingo, durante a Virada Cultural –, Daniel Ouakil decidiu: vai entrar com ação contra a Prefeitura.

Segundo ele, a Guarda Civil Metropolitana chegou oito horas após a invasão. E saiu sem preservar o local. Resultado? Saques até 16h30. Ouakil foi contatado uma hora depois, quando a PM chegou. “Era um cenário de guerra, levaram nossos computadores, impressoras, destruíram tudo.” Prejuízo? R$ 150 mil reais.

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Procurada, a Prefeitura afirmou que a Secretaria de Segurança Urbana vai apurar se a GCM comunicou a ocorrência à PM. A Secretaria de Segurança Pública informou que vai investigar se houve demora no atendimento da PM.

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A violência na Virada, aliás, gerou mal-estar entre município e Estado – principalmente após declaração de Juca Ferreira de que os problemas ocorrem “o ano inteiro”.

Dados da SSP mostram que, no fim de semana anterior ao evento, foram registrados 15 roubos no centro – e 71 durante a Virada. Já a Prefeitura divulga hoje que a GCM fez 61 mil apreensões de produtos ilegais na Virada – quatro vezes mais do que em 2013.

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