Via tortas

Sonia Racy

18 de fevereiro de 2017 | 01h00

A decisão de Carlos Velloso, ontem à tarde, de rejeitar o convite para o Ministério da Justiça, e a de Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que recusou a Justiça e ontem – como adiantou o blog da coluna – também saiu do páreo da Segurança, levou alguns brasilienses a arriscar previsão: essa novela vai desembocar na indicação de um…político. Temer, pelo visto, tem passado ao largo de impedimentos previsíveis de seus escolhidos. E quando tudo o mais não dá certo, acaba acatando sugestões de sua base no Congresso. Isto é, quem grita por último leva?

Unha e cutícula
Com todo esse patrulhamento rigoroso sobre práticas criminosas de Sérgio Cabral, tem carioca perguntando sobre o paradeiro do chefe da Casa Civil do governador, o advogado Regis Fichtner. Que não deve ter feito nada de errado.

Meia solução
Para Walter Maierovitch, o debate do STF, anteontem, sobre as más condições dos presos no País e as compensações que o Estado lhes deve foi longo mas… incompleto. Entre outras, ele lembra que, além das penas privativas, 90% dos presos sofreram multas, em geral não pagas. Ao pagar indenizações, o Estado vai fazer o desconto? Outra dúvida do jurista: se um preso maltratado recebe uma boa indenização, a família de sua vítima – o que inclui mortes ou estupros, por exemplo – pode cobrar-lhe também uma compensação?

Explicadinho
Nas alegações mandadas a Moro, para pedir que cancele benefícios negociados com Paulo Roberto Costa, o MPF se estende por 63 páginas, reforçadas por cinco mapas e 39 tomadas de câmara para mostrar entradas e saídas de pessoas, carros e elevadores. Tudo assinado por 13 procuradores.

Ideia fix

Flávio Bolsonaro anda inconformado com a pesquisa da CNT que dá 16,6% a Lula e, em segundo, 6,5% a seu pai Jair Bolsonaro. Postou desafio em seu Twitter, visando 2018 e, até ontem o ex-presidente tinha… 69%.