Ver para crer

Sonia Racy

22 de dezembro de 2015 | 01h50

Mercado, empresários e banqueiros estão céticos em relação à troca de guarda no Ministério da Fazenda.

Mesmo ante o discurso de Nelson Barbosa ontem, durante teleconferência com investidores nacionais e estrangeiros – fala absolutamente “levyniana”, segundo um player de mercado – a percepção inicial dos agentes é de que, assim que a economia permitir, a Fazenda se voltará para a “nova matriz macroeconômica”.

Introduzida por Guido Mantega, a pedido de Dilma, a política acabou levando à grave crise econômica vivida pelo Brasil agora.

Crer 2

Isto posto, o dólar acabou batendo na casa dos R$ 4. Afinal, a saída de Joaquim Levy estava precificada mas a escolha do novo ministro, não.

Por enquanto – acredita-se – Barbosa não terá outra opção a não ser continuar a  rota desenhada por seu antecessor. Integrantes da iniciativa privada destacam uma vantagem nessa implementação: Barbosa goza de maior simpatia do PT e deve apanhar menos.

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